LARRY CRABB (Ensinos e atividades gerais)

 

            Larry Crabb é escritor, psicólogo clínico licenciado, fundador e diretor do Institute for Biblical Community (IBC) (Antigo Institute of Biblical Counseling), na Colorado Christian University, Morrison, Colorado, onde também é um “Distinto Erudito em Residência” (desde 1996).

         Crabb fundou o IBC nos passados anos 1980, em Winona Lake, Indiana,  enquanto estava no Grace Theological Seminary (1982-1989). O IBC foi substituído pela Crabb’s School of Spiritual Direction & Soul Care (ver abaixo). Ele desenvolveu um modelo de aconselhamento, que é principalmente um sistema psicológico sobre as necessidades inconscientes motivadoras do comportamento humano, o qual contém tanto a psicologia freudiana como a humanista (O inconsciente é supostamente um oculto reservatório da mente com direções e impulsos governando o pensamento e o comportamento de uma pessoa).

         A psicologia freudiana e a humanista consistem de uma hierarquia de necessidades com grande ênfase sobre as chamadas necessidades emocionais. O modelo de aconselhamento de Crabb é freudiano, adleriano e moslowiano em suas teorias sublinhadas. Trata-se de um modelo integrativo, ou seja, ele procura integrar teorias, idéias e opiniões da psicoterapia, psicologia clínica, psicologia do aconselhamento e suas sublinhadas psicologias, com as Sagradas Escrituras.  (Ver o registro de uma excelente comparação do modelo de aconselhamento de Crabb com o modelo bíblico).

         Crabb iniciou o New Way Ministries  (a “novidade de espírito”, de Romanos 7:6) em 2001, o qual faz conferências sobre a sua School of Spiritual Direction and Soul Care. A plataforma desse ministério de Crabb foi o “Shattered Dreams”,  (Water Brook, 2001), um livro de Crabb embasado na viagem de Noemi  no Livro de Rute. Ele surgiu durante a febre da ”Oração de Jaez”. (Diz Crabb que a mensagem de “Shattered Dreams”  (Sonhos Desfeitos) veio em oposição  à obra “Oração de Jaez”): “Deus, eu não gosto do meu território, mas ele é tudo que pude conseguir, então ajuda a mim... e aos outros ... a encontrar-Te nele”.

As conferências da School of Spirituality of Direction and Soul Care supostamente ensinam os participantes a “entrar na batalha pelas almas” daqueles a quem amam... “um decorrente ciclo de formação espiritual começa com o quebrantamento (a dor causada pelos seus pecados e pelos pecados dos outros), o qual conduz ao arrependimento (uma constatação de que Deus não está ali para colaborar com a sua agenda), o qual conduz ao abandono (você resiste à tentação, a fim de escapar da maldição divina, em vez de abandonar-se a Ele), o qual conduz à confiança (o Espírito Santo testifica com o seu espírito que você pertence a Deus, o qual está presente, até mesmo na noite mais escura, o que, finalmente conduz ao descanso naquilo que mais vive dentro de você (Rios de Água Viva)” (Fonte: “A Shrink Gets Stretched”, Christianity Today, maio 2003).

 

- Crabb praticou sua profissão de psicólogo clínico, particularmente, nos passados anos 1980, quando o seu momento de ”eureka” chegou às duas horas da manhã, num momento em que ele estava sentado na varanda de trás, em sua casa na Flórida, lendo Lewis e Schaeffer. Ele acordou a esposa, exclamando, conforme se lembra: “Os mais profundos anseios por significação e segurança que jazem dentro dos meus clientes são as necessidades que Deus realmente pretendia encontrar através da comunidade de crentes!”. Isso levou Crabb a misturar a psicologia com a teologia, dando à luz o seu primeiro livro  - “Principles of Biblical Counseling”  (Princípios de Aconselhamento Bíblico) (Zondervan, 1875). Em seguida, ele escreveu “Effective Biblical Counseling” (Zondervan, 1977) (Fote: “A Shrink Gets Stretched”, Christianity Today, maio 2003). (A partir de então, ele escreveu 19 livros e outro estava em preparo, para ser publicado em 2004).

Apesar da maciça evidência ao contrário, Crabb continua a dizer que é totalmente bíblico em seu aconselhamento, mas as três áreas seguintes do seu ensino comprovam amplamente que base do seu modelo de aconselhamento não é bíblica.

* A Tentativa de “Espoliar os Egípcios” - Crabb acredita que o melhor modelo de aconselhamento é aquele em que tanto a “verdade” da Bíblia como os “despojos” da psicologia secular são “integrados” numa combinação do modelo de aconselhamento.

* A necessidade de “segurança” e “significação- O principal bloco de apoio do modelo de Crabb é a pressuposição de que o homem possui essas duas “necessidades” básicas no âmago do seu ser, as quais motivam todo o seu comportamento.  (Essas duas necessidades foram originalmente referidas por Crabb como meros componentes exigidos para satisfazer as necessidades básicas originais do homem: “um senso de dignidade pessoal, uma aceitação de si mesmo, como sendo uma pessoa completa e real” (Effective Biblical Counseling”, p. 61). Ele assegura que os homens são levados impiedosamente a satisfazer essas necessidades e que “forças motrizes” superam todos os problemas no aconselhamento, sendo que a tarefa dos conselheiros é mudar a premissa básica das pessoas sobre como satisfazer estas duas mais profundas necessidades. Então, em vez de considerar as próprias “necessidades” como malignas, o que elas realmente são (pecados de orgulho e egoísmo), somente as impróprias estratégias utilizadas para atingi-las é que são consideradas pecaminosas (De fato, Crabb até ensina que um cristão só pode ser realmente produtivo quando descobre que as  suas próprias necessidades são importantes). Por isso Crabb desenvolveu uma “teologia da necessidade” naqueles cristãos que já não precisam indagar o que é certo ou errado, mas simplesmente se isso vai ao encontro de suas assim chamadas necessidades e do que contribui para o seu auto-conceito, desviando-os, assim, da verdade objetiva e diminuindo neles a conscientização de pecado.

 

O Inconsciente - Esta idéia está intimamente relacionada com a “teologia da necessidade” de Crabb, quando ele vê as necessidades de segurança e significação com estando “ocultas no subconsciente”, causando problemas quando um indivíduo escolhe meios impróprios para satisfazê-las. Desse modo, o conselheiro só precisa ajudar o cliente a conhecer o melhor meio de satisfazer tais necessidades. No sistema de  Crabb, os aconselhados devem enfrentar e confessar os pecados que os outros cometeram contra eles, de modo que possa novamente experimentar a sua própria dor e as decepções, a fim de assim encontrar a fonte do pensamento errôneo, que para Crabb é o verdadeiro pecado que se esconde no seu inconsciente. O conceito de “inconsciente” não é encontrado em parte alguma da Escritura; Ele é encontrado exatamente nos ensinos da psicologia freudiana (Freud via o inconsciente como um reservatório de direções e impulsos que governam o indivíduo, fora de suas percepção consciente).  O fato é que a idéia de inconsciente não é respaldada na Bíblia e nem mesmo possui qualquer apoio científico (O inconsciente freudiano é totalmente diferente do uso normal da palavra, conforme definida no dicionário regular, no qual ela significa "não estar a par". O inconsciente freudiano, conforme apresentado nos escritos de Crabb, é abraçado no campo da psicoterapia é a força motriz por trás do comportamento).

            A doutrina de Crabb do poderoso inconsciente baseia-se  no inconsciente freudiano, conforme foi modificada por Alfred Adler. Não negamos que Crabb confronte o pecado, mas criticamos a maneira  como ele o confronta,  através de um modelo freudiano/adleriano. Não se trata de Crabb confrontar o pecado, m as da maneira como ele o confronta e de como até mesmo ele  representa psicologicamente o comportamento pecaminoso, o qual exige uma resposta psicológica. A psicologia é a espectro sutil e enganoso que tem assolado a igreja, porque é considerada e recebida como um remédio científico para a alma enferma, em vez da verdade que ela é um sistema pseudocientífico que tenta substituir a crença religiosa.   As próprias palavras de Crabb definem melhor o modelo freudiano em seu ”Understanding People” (Compreendendo as Pessoas):

            “Freud é corretamente creditado com a introdução da idéia da psicodinâmica à mente moderna. O termo refere-se às forças psicológicas dentro da personalidade (em geral inconsciente), as quais podem causar perturbações comportamentais e emocionais. Freud nos ensinou a observar os problemas  como sintomas de subjacentes processos dinâmicos na psique. (p. 59, itálicos dele e grifos meus).

            Crabb diz ainda: “Acho que Freud estava certo... quando nos disse para olharmos os problemas superficiais que escondem causas íntimas (p. 61) Conquanto Crabb não esteja de acordo com tudo que Freud ensinou,  e até mesmo enxergue erros em suas teorias, ele diz que “O erro de Freud e de outros teoristas dinâmicos não é uma insistência para darmos uma forte atenção às forças inconscientes dentro da personalidade (p.61 – itálicos dele).

            Apesar da forte crítica de Freud ao Cristianismo, Crabb afirma: “Creio que a teoria da psicodinâmica ([de Freud]  é tão provocante como valiosa no sentido de se reconhecerem elementos da personalidade humana, os quais muitos teólogos falham em ver!" (“Understanding People”, ps. 215-216).

 

            Além disso, no livro de 1988 (Inside Out), em apenas quatro sentenças Crabb demonstra a sua lealdade às psicoterapias de três ímpios ateus: Freud, Jung e Maslow. (p. 211). “No exato âmago de nossa alma temos a vergonha e o medo ligados à nossa identidade como machos e fêmeas. Aos machos falta a saudável confiança de que eles são homens intactos, que podem se mover dentro do seu mundo, sem o medo de serem completamente destruídos pelo fracasso e o desrespeito. Às fêmeas falta aquela consciência reconstituinte de que são mulheres seguras, que podem assumir o seu mundo sem qualquer preocupação de terem esmagada a sua identidade essencial pelo abuso de rejeição de alguém... Não enfrentaremos nossa manobra auto-protetora nem estaremos apaixonadamente convencidos de sua pecaminosidade, até que vejamos que a sua função é preservar o que porventura seja deixado de nossa identidade como homens e mulheres”  (itálicos dele).

            As citações acima demonstram a combinação de Crabb da líbido (energia sexual) de Freud, do animus e anima de Jung (elementos inconscientes da masculinidade e feminilidade) e da hierarquia das necessidades de MASLOW (Fonte Larry Crabb’s GOSPEL,  p. 24).

 

            Larry Crabb afirma acreditar na suficiência das Escrituras, mas aparentemente apenas no sentido que elas são suficientes como “sistema básico”.  Por isso ele suplementa esse “sistema básico” com insights psicológicos, reduzindo  o papel da Bíblia ao de mera fonte de “dados”. Essa fraca visão da suficiência (Understanding People, p. 93). Fica ainda evidente em sua crença de que o modelo bíblico “deve retirar implicações das escrituras em vez de confiar em passagens específicas”. Ele acredita que os problemas do homem têm suas raízes na necessidade de “segurança” (definida como uma necessidade de amor, tanto incondicional como consistentemente expresso, e na aceitação permanente) e na “significação”  (definida com propósito, importância, adequação a uma ocupação, significação e impacto), enquanto a Bíblia ensina que as necessidades mais importantes do homem são a “salvação” e a “santificação”. As idéias de Crabb com respeito ao “inconsciente” e às “necessidades” estão mais alinhadas com Freud, Adler e Masclow do que com a visão bíblica.

          Não existe progressão no sentido da Bíblia, nos escritos de Freud, com o passar do tempo, o que significa que a pessoa é incapaz de encontrar qualquer movimentação do que é antibíblico para o que é bíblico, no modelo de aconselhamento de Crabb, desde o seu livro de 1975 (Basic Principles of Biblical Counseling), até o mais recente, que é o seu livro de 2002 (The Pressure Off). Mesmo assim, quando as noções de Crabb forem descritas, algumas pessoas irão invariavelmente dizer: “Mas, você já leu o último livro dele?”, como se ele tivesse repudiado os seus escritos mais antigos. Contudo, sempre observamos que, mesmo tendo ele mudado a sua linguagem, a fim de torná-la mais evangélica e menos psicológica, certos conceitos psicológicos permanecem na mesma, sendo apenas descritos de maneira diferente (PsichoHeresy Awareness Letter, Set/Out 1995).

          (Muito embora o modelo de Crabb tenha se tornando mais complexo com o passar do tempo, sua gradual complexidade não é o resultado da incorporação de um sistema teológico básico mais profundo, mas o de um maior compromisso com os princípios psicológicos). Jay Adams declara que “não houve uma mudança básica em suas (de Crabb) visões. As diferenças encontradas nos livros mais recentes derivam apenas do uso de variadas imagens bíblicas, com as quais o sistema é pintado e repintado” ("PsychoHeresy I" p. 105 -  A Seção Crabb deste livro foi reeditada como “Larry Carb’s Gospel”).

            Por exemplo, em seus livros mais antigos, Crabb usou a palavra “inconsciente” claramente e explica sua oculta natureza e poder na motivação. Em “Inside Out” ele confia em metáforas e frases descritivas, tais como “coração”, “âmago” “sob a superfície”, “ocultas regiões interiores de nossa alma”, “obscuras regiões de nossa alma”, “por baixo da superfície”, “motivação subjacente”, “propósito oculto” e “reservatório de sua energia aut-protetora”. Tudo isso, no mínimo, faz  “inside Out” sugerir a noção freudiana do inconsciente. O título “Inside Out” por si mesmo sugere a noção freudiana do inconsciente. Crabb apresenta claramente o inconsciente como a parte real e portentosa de cada pessoa. Ele ainda sugere que as doutrinas do inconsciente serão indispensáveis à igreja. Depois que escreveu “Indside Out”, Crabb tem escrito outros livros e falado publicamente sobre o aconselhamento e a igreja. [Talvez por causa dos seus livros tão aceitos no Brasil, muitos pastores têm feito cursos de psicologia e psicoterapia, visando a um certo status dentro da profissão - MS] Em cada instância investigada, fica bem claro que Crabb ainda apóia os seus livros mais antigos. (Fonte: PsychoHeresy Awareness, julho/agosto 1997).

            O maior exemplo das superficiais mudanças nos modelos de Crabb, com o passar do tempo, é a sua sutil nomeação de “necessidade de significação” do homem para “necessidade pelo impacto” e da assim chamada “necessidade de segurança” da mulher, para a “necessidade de relacionamento” (Ver “Understanding People, p. 15”) : “Os leitores familiarizados com os meus livros antigos irão reconhecer certa movimentação em meus conceitos, mas, penso eu, não mudanças fundamentais. Por exemplo, eu prefiro agora falar de ‘profundos anseios do coração humano por relacionamentos’ do que de ‘necessidades pessoais de segurança e significação’.  Realmente, no livro de 1991 - Homens e Mulheres: Gozando a Diferença, Crabb executa a renomeação das necessidades um passo à frente... no reino do relacionamento sexual macho/fêmea dado por Deus. A necessidade do homem por significação,/impacto torna-se o anseio por separação, consecução  e entrada, enquanto a necessidade feminina torna-se o anseio por ‘envolvimento, ligação, e convite’”  Crabb declara: “Não acho que isso leve as coisas longe demais para observar a sexualidade física como uma maravilhosa descrição da sexualidade pessoas: os homens se sentem completos, à medida em que  entram com força e  as mulheres, quando são calorosamente convidadas” (ênfase acrescentada).

            Mesmo assim, numa entrevista com Larry Crabb em 14/08/1995, à Christianty Today (ps. 16-17) Crabb parecia estar dizendo que havia mudado sua posição na integração da psicologia com a Bíblia; isto é, que a cura das almas pertence à igreja e que os crentes maduros deveriam ser os que ministrariam àqueles que sofrem nas profundezas da alma e não os psicólogos e psicoterapeutas (“Larry Crabb’s Anti-Psychology Crusade” - foram as palavras da capa da CT). Mas, estaria Crabb de fato arrependido do modelo de “aconselhamento bíblico” embasado psicologicamente em seus anos de prática da terapia? Estaria ele de fato numa cruzada contra a terapia profissional e a integração da psicologia com o Cristianismo?

            Exatamente sob o título do artigo - “Putting an End To Christian Psychology”  (Dando um ponto Final à Psicologia Cristã), estavam estas palavras: “Larry Crabb diz que a terapia deve voltar às igrejas” (Tais palavras nos fazem recordar o artigo de Crabb na CT intitulado “Moving the Coach Into the Church”  (Levando o Divã Para Dentro da Igreja). Então, é óbvio que em 1995, Crabb não estava mudando a sua doutrina, mas apenas sua audiência. Ele deixou bem claro, na entrevista de 14/08/1995 à Christianity Today ,que em vez de ou junto com os conselheiros treinados nas teorias desenvolvidas no “Understanding People”  e no “Inside Out”, Crabb deseja treinar anciãos (pastores e outros crentes maduros) nas mesmas teorias psico-heréticas. Muito embora Crabb admita no artigo: “Não cheguei a uma decisão ponto final sobre o que estava fazendo”, devemos admitir que ele vai continuar usando uma aproximação integrativa, à medida em que tenta levar o divã para dentro da igreja e ajudar a “liberar uma geração de anciãos” para cumprir sua vocação.

            Crabb não repudiou o seu passado e continua a injetar psicologia em seus ensinos. Ele continua usando um discurso dobre, falando as mesmas coisas que os contrários à psicologia  têm falado, por um canto da boca, enquanto pelo outro fala a favor dos que estão do lado favorável à  psicologia. Se ele entregasse uma mensagem direta, teria de desculpar-se pelo resto de sua vida pela devastação que tem causado à igreja. Esperamos poder um dia ouvi-lo confessar e arrepender-se dos graves erros contidos em seus ensinos não bíblicos. Em vez disso, ele tem adaptado sua linguagem para se adequar ao seu próximo objetivo, que é “treinar um ancião depois do outro”  (Por que será que os psicólogos e outros agentes da mudança social têm a tendência  de pegar substantivos e transformá-los em verbos?) Apesar das manchetes na Christianity Today,  é óbvio que /Crabb continua apoiando os seus livros do passado, o seu modelo de “aconselhamento [psicológico] bíblico”, aconselhamento pago e a ímpia Associação de Conselheiros Cristãos. (PsychoHeresy, set/out 1995).

 

P.S. - A “Carta de Crabb ao Editor” da CT, em 02/10/1995, referente ao artigo de 14/08/1995, diz: “... O conteúdo de modo algum apóia os dizeres da capa”. (Larry Carbb’s Antipsycology Crusade) nem o título dado à entrevista (‘Puting And End to Christian Psychology”. … Posicionando-me como um cruzado contra a psicologia, o qual deseja dar um fim à mesma, é terrivelmente inexato e me coloca na companhia daqueles a quem não pertenço. Sou amigo do aconselhamento cristão; não faço parte do movimento contra a psicologia; e sou grato a tantos homens e mulheres piedosos que representam Cristo fielmente em seu aconselhamento profissional” ... [Isso é demais para os de boa vontade que imaginam estar Crabb arrependido do seu compromisso com a psicoterapia].

 

            As citações abaixo retiradas de um artigo recente da CT - “A Shrink Gets Stretched”  (Uma Redução se Alarga) de maio 2003, são apresentadas como um indício de que Crabb continua amando a psicologia, demonstrando como ele aparentemente incorpora a psicologia a todo o seu processo de pensamento:

 

1. - Crabb insiste em dizer que o que se passa dentro dos íntimos pensamentos que dirigem o homem é o que determina a qualidade da conversão. Pesquisando dentro dele mesmo, certa manhã, ele conta que havia ingerido sete fatias de bacon no seu breakfast, ou seja, quatro fatias a mais do que em geral se permitia. Verificou que havia exagerado porque estava muito aborrecido com alguém. A confissão deu poder às suas palavras, naquela manhã.

2. - Em intenso momento, ele facha os olhos com força, fica vermelho e junta as mãos. “Quebrantamento”, diz ele, “não é tanto sobre quanto você foi ferido, mas quanto você pecou ao manusear o assunto”.  Levanta as mãos e descuidadamente vai citando Oséias 7:13-14, implorando: “Ai deles, porque fugiram de mim; destruição sobre eles, porque se rebelaram contra mim; eu os remi, mas disseram mentiras contra mim. E não clamaram a mim com seu coração, mas davam uivos nas suas camas; para o trigo e para o vinho se ajuntam, mas contra mim se rebelam”... Anseio por redimir o meu povo... (Citando descuidadamente... que declaração, hem?).

3. - Ele recita insights de um grupo eclético grupo de pecadores que ele retirou para colocar em seu modelo de liderança: Thomas Merton, Eugene Peterson, Francis Schaeffer, Henri Nowven (o místico novaerense), Brennan Manning, “S.” João da Cruz, G. K. Chesterton, Michael Card, Peter Kreeft, Agostinho, Copérnico e James Huston.

4. – Mas o rumor de que Crabb iria aconselhar os conselheiros cristãos a fechar as lojas e começar a dar direção espiritual não é verdade: “Não acho que isso funcione bem, até que chegue o dia da volta do Senhor”, diz ele. “Sou simplesmente grato a qualquer pessoa que mantenha uma boa conversa com alguém. Se isso acontece numa seção de terapia na base de 100 dólares por hora, ainda é ótimo”.

 

            Vários outros aspectos não bíblicos do modelo de Crabb são os seguintes:

 

1. - Afirmações de que o homem foi criado para o relacionamento. Contudo a escritura diz que o homem foi criado para glorificar e louvar a Deus (Isaías 43:7-21; Jeremias 13:11). A visão de Crabb se torna compreensível à luz do seu fracasso em distinguir os crentes dos incrédulos em seu modelo, sem aparentemente ver a diferença nos desejos básicos alicerçados na regeneração do pecador.

2. - Ele não tem um conceito mais elevado sobre a verdade bíblica do que sobre qualquer outra “verdade”, ou seja, “falar a verdade bíblica como algo com maior autoridade do que a verdade científica é realmente um absurdo. A verdade tem autoridade sobre o erro, não sobre a verdade. A autoridade da verdade repousa em sua veracidade, não no local onde ela é encontrada”. (Understanding People, p. 40).

3. - A exemplo da maioria dos  assim chamados psicólogos  cristãos, Crabb minimiza os esforços do pastor/teólogo, achando ser um tanto superficial a ajuda que eles dão, ao contrário, por exemplo,  da excelente ajuda dos psicólogos: “A não ser que compreendamos o pecado como sendo a raiz e os motivos de crenças do inconsciente e saibamos explorar e tratar essas profundas forças dentro da personalidade, a igreja vai continuar promovendo um ajustamento superficial, enquanto os terapeutas, com ou sem fundamentos bíblicos, farão um trabalho melhor do que a igreja na restauração das pessoas perturbadas, no sentido de conseguir-se um funcionamento efetivo”. (Understanding People”, p. 12 -  Ênfase acrescentada).

4. - Ver os cristãos como superficiais e ineficazes e, desse modo, com ampla necessidade de profunda investigação dentro do inconsciente... Ele acredita que todo mundo está envolvido em “negação” e “auto-proteção”, enxergando a vida cristã como sendo “indiscernivelmente triste”.  Crabb escreve que “Enquanto não enxergarmos quão pecadores nós somos, como agentes auto-protetores, devemos antes sentir quão decepcionados ficamos como vítimas vulneráveis” (“Inside Out”,  p. 177 - Ênfase acrescentada). (Esse tema da entrada na dor da nossa “vitimização” é absolutamente essencial à metodologia de Crabb, segundo se pode ver nos capítulos 1-12 do seu “Inside Out”.) Contudo, é um ensino totalmente contrário ao do Novo Testamento sobre o pecado e a santificação (Ver Romanos 6-8). Logicamente, então, segue que Crabb parece identificar  “o sentimento da dor” (uma espécie de catarse auto-induzida, que pode conduzir às lágrimas) com a verdadeira salvação, enquanto ele não passa da técnica psicológica usada no sentido de conseguir que os cristãos “se abram”. Visto como isso não pode fazer a obra do Espírito Santo ou da Palavra de Deus, também não pode induzir à mudança espiritual, podendo, apenas superficialmente, modificar o comportamento.

5. - Crabb vê o arrependimento como a identificação das estratégias auto-protetoras (as quais são erradas, conforme sua visão, porque o seu propósito é evitar uma dor mais relacional) e como a substituição à “manipulação auto-protetora pela vulnerável obediência”.  (“Understanding People”,  p. 149). Para Crabb o essencial para uma verdadeira  mudança é o “perdão e  envolvimento”. Por outro lado, o  arrependimento bíblico significa o homem abandonando o pecado e se aproximando de Deus, em vez de abandonar as suas “estratégias protetoras”  rumo ao ”envolvimento”.  A primeira preocupação do pecador arrependido não é com a amplitude de sua dor, conforme Crabb ensina de modo tão enfático, mas com a magnitude do seu pecado contra um Deus Santo.

6. - Declara com super clareza a capacidade da mudança da terapia e da técnica, afirmando que ambas agem mais profundamente do que a Palavra e o Espírito,  no sentido de efetuar a mudança.. Isso ignora a mais elementar foram da teologia soteriológica... de que todo crescimento provém da graça divina. Não existe qualquer semelhança entre o método de mudança  de Crabb (isto é de santificação) com o da Bíblia.

 

            Segundo Freud, o ID governa o comportamento e o que acontece nos primeiros cinco anos da vida (estágios psicológicos do desenvolvimento) é que vai formar o comportamento. Conforme Adler, o que governa o comportamento é a necessidade de dignidade (também referida como a luta por superioridade) e o que forma o comportamento é o que aconteceu na vida passada de uma pessoa. Em ambos os sistemas - de Freud e de Adler - as direções e antigas experiências da infância, mais os resultados das errôneas concepções, formam o conteúdo do inconsciente. No sistema de Crabb as necessidades ou anseios dirigem o comportamento e as antigas decepções causadas pela não realização das necessidades  (o que Morrison identifica como “a exclusiva experiência individual de privação das coisas a que uma alma humana pode ansiar) modelam o pensamento e o comportamento, e tudo isso está no inconsciente. Em todos esses três sistemas a pessoa desenvolve estratégias para se proteger, identificadas por Freud como mecanismos de defesa do ego, tais como a negação (e por Crabb como “estratégias auto-protetoras).

            A principal diferença entre Crabb e os seus mentores psicológicos é que Crabb defende que a essência do pecado está na tentativa das pessoas de satisfazerem suas necessidades à parte de Deus, sendo a idéia da  autonomia a essência do pecado. O sistema de Crabb destina-se a revelar às pessoas que elas têm necessidades não satisfeitas e que têm pecado em seus pensamentos e estratégias errôneas, no sentido de satisfazerem tais necessidades e se protegerem de futuros sofrimentos. Desse modo, se pelo menos as pessoas pudessem reconhecer que o próprio Deus preenche essas necessidades e anseios, então poderiam reconhecer a sua dependência dEle. E podem vencer o seu pecado de autonomia e ter satisfeitos as suas necessidades e os seus anseios inconscientes. Esta  é a essência do sistema psicológico de santificação segundo Crabb. (Fonte: Martin & Dreide Bobgan).

            Os Bobgans dizem isso sobre o modelo de Crabb em seu livro de 1998, Larry Crabb’s GOSPEL (excerto e ou adaptado do Larry Crabb’s GOSPEL, ps. 5-7, conforme reproduzido em julho/agosto 1998, na PsychoHeresy Awareness Letter).

            Do seu pano de fundo na psicologia ele chega à Escritura com um ponto de vista que soa tanto apelativo como de fácil manuseio.  Contudo, o modo pelo qual ele espera solucionar os problemas e conduzir as pessoas a andar mais perto de Deus depende grandemente das teorias e das técnicas psicológicas.  Mesmo assim, Crabb tem sido sensível à crítica de sua obra, durante esses anos, e quando as pessoas o criticaram por usar a terminologia psicológica em vez da terminologia bíblica,  ele agiu no sentido de melhorar a sua expressão. Ao longo do seu caminho, ele tem descartado muito do seu vocabulário psicológico, conquanto ainda adotando conceitos psicológicos, tentando fazê-los parecer mais bíblicos. Quando ele descobriu que esses aspectos de sua obra não satisfaziam plenamente e que não havia ainda conseguido o seu objetivo de levar o havia de melhor na psicologia e na Bíblia a todo o corpo de Cristo, ele ampliou o seu ecletismo. 

            Seu livro “Connecting” (1997) é um bom exemplo desse processo. Este [livro] inclui algumas admissões, como o fazem os outros livros dele. Ele dá a  impressão de estar constantemente descobrindo mais sobre a exata e melhor maneira de ajudar as pessoas a mudar e crescer em sua relação com Deus e entre elas mesmas. Contudo, o seu modelo básico do homem e a metodologia de mudança permanecem firmemente atados às teorias psicológicas apresentadas em seus primeiros livros. Cada livro possui bastante verdade, a fim de parecer que a versão mais recente de sua proposta está cada vez melhor e mais bíblica do que a versão anterior. Mesmo assim, ele tem o cuidado de justificar o valor de sua obra anterior, de modo que pessoa alguma possa entender erroneamente, achando que ele descartou suas idéias do passado e esteja arrependido dos seus ensinos antigos. É claro que o seu modelo original continua intacto, muito embora ele tenha ampliado o seu ecletismo.

            Mais que tudo, o amálgama da psicologia com a Bíblia causa impacto sobre a mensagem do evangelho. Até mesmo suas declarações teologicamente corretas se alimentam de sua psicologia. Por exemplo, ele diz:

            “O evangelho é de fato as boas novas. Quando os problemas íntimos das pessoas são expostos, quando anseios insatisfeitos são sentidos de um modo que conduza à dor incontrolável, quando a auto-centralidade é reconhecida em cada fibra, então (e nunca antes disso) a maravilha do evangelho pode verdadeiramente ser apreciada” (“Understanding People”, p. 211) (Ênfase acrescentada).

            Conquanto a primeira sentença seja correta, a continuação da citação acima acrescenta exigências psicológicas além das exigências da escritura. Crabb interpreta a mensagem da cruz conforme suas idéias psicológicas sobre a  natureza do homem e de como ele muda. Desse modo, o evangelho de Crabb se transforma nas boas novas de que Jesus satisfaz as necessidades, anseios e paixões das pessoas, os quais motivam todo o comportamento do inconsciente. O pecado se transforma em estratégias erradas, no sentido de satisfazer as necessidades, anseios e paixões. A confissão consiste em penetrar nessas histórias e ganhar o insight dessas estratégias erradas. O arrependimento completo resulta  do contato com o sofrimento do passado. A partir daí, a própria mensagem do evangelho é diretamente ligada a uma construção psicológica. Esta não é apenas uma doutrina do homem psicologizado, mas também o Pai, o Filho e o Espírito Santo são transformados em subservientes às teorias  psico-espirituais de Crabb.

            Em resumo, o modelo de Crabb nega efetivamente os ensinos bíblicos da (1) negação do ego (um modelo centrado no homem [antropocêntrico], em vez de centrado em Cristo [cristocêntrico]; (2)  a distinção entre o regenerado e o não regenerado; (3) os meios da graça como tendo eficácia prática na vida do crente; (4) a suficiência da escritura; (5) o fundamento bíblico (versus fundamento psicológico); (6) o papel essencial do Espírito santo para dar poder e graça à vida do crente. O seu sistema é essencialmente psicológico, tratando das necessidades do inconsciente, as quais, supostamente, motivam o comportamento humano, sistema esse que provém da psicologia freudiana e do humanista Maslow, com a  sua hierarquia das necessidades com maior ênfase nas chamadas necessidades emocionais, cuja satisfação resulta em um senso de dignidade pessoal e na saúde psicológica. Quando tais necessidades não são satisfeitas, segundo Crabb, elas produzem intensa dor e tristeza, até mesmo sem a pessoas perceberem.

            O aconselhamento conforme o modelo de Crabb toma a forma de  uma pesquisa dentro do inconsciente, a fim de se arrancarem as permanências auto-protetoras.  (isto, é mecanismos de defesa) e atingir a dor e o sofrimento verdadeiros pelas necessidades não satisfeitas (muitas das quais na infância), dando em seguida um conselho sobre como satisfazer essas necessidades de uma maneira mais espiritualmente saudável.  Esse foco interior e retrospectivo está longe do conceito bíblico (conforme Filipenses 3:-13-14): “Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”.

            Em vez de tentar “satisfazer” nossas “necessidades” humanas, “se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria” (Colossenses 3:1-5).

 

            P.S. - Larry Crabb é um simpatizante do nefando  Movimento ”Promise Keepers”, tendo sido o preletor oficial da “Conferência Nacional dos Homens” em 1992. Ele também fala freqüentemente no The Cave (um centro de retiro e treinamento de Billly Graham). Ele tem sido convidado a falar na Moody Founder’s Week e no programa radiofônico Focus Family de James Dobson.

            Crabb já foi membro do Steering Commitee (COR - Coalizão Sobre o Reavivamento), uma organização reconstrucionista dedicada a uma ajuda social e ativista de direita, a qual se propõe a impor os princípios bíblicos (a fim de que a igreja consiga chegar ao governo mundial), porém não nos moldes do Novo, mas do Velho Testamento. Crabb deixou esta organização, porém assinou o seu manifesto e ESCREVE no jornal VISÃO MUNDIAL do COR sobre psicologia e aconselhamento. Vejamos em que realmente a organização COR acredita e pelo que tem lutado:

            “O Movimento Cristão de Reconstrução acredita que a Bíblia contém não apenas a mensagem de salvação pessoal através do sangue de Cristo derramado na cruz, mas ainda na estrutura legal compreensível, a qual é a única a provê uma base justa à sociedade [Isso não cheira a Agostinho de Hipona?] Ele tem compromisso com a visão de que soberania e o governo, desse modo, pertencem a Deus e que todo governo delegado, quer seja a família, a igreja ou o estado (governo civil) deve ser exercido em obediência às leis do Pacto Divino. Além disso, a salvação envolve cada aspecto da vida humana e, desse modo, também as relações mantidas com o mundo ao redor. O exercício do domínio,  conforme as teorias da Pacto Divino é, portanto, básico e vital à fé cristã. [E onde fica Teologia de Paulo, que Jesus entregou pessoalmente em suas visões?]  Negligenciar tais princípios é depreciar a extensão da vitória de Cristo no Calvário. Crabb não hesitou em se identificar com essa movimento, que, no mínimo é desconcertante. (Para melhor compreensão deste assunto, ver “20

 

            Um dos mentores de Larry Crabb é Brennan Manning. Vamos ver quem é esse ilustre - líder da espiritualidade “cristã”:

Brennan Manning é o autor do livro psicologicamente orientado  “The Ragamuffin Gospel”  (O Evangelho dos Maltrapilhos). Segundo a Christianity Today, (edição de março 2003, “A Shrink Gets Stretched”) Manning tem estado dado a Larry Crabb ocasional direção espiritual, nos últimos 14 anos. (Ver em seguida maiores detalhes sobre os ensinos de Manning)... Eles se encontram, no máximo, uma vez por ano. Sempre que se encontram eles fazem, espontaneamente, um certo ritual “Sempre que nos encontramos",  diz Manning, “sempre ficamos pulando e corremos um para os braços do outro e nos beijamos na boca... Quando vemos dois homens se beijando na boca em público só podemos chegar a uma conclusão. Mas ele tem tanta segurança de sua identidade que deixamos de lado qualquer precaução. Se alguém tem um problema com isso, o problema é dele". Nesse mesmo artigo da CT, Crabb descreve um período de sua vida, o qual foi usado na busca do crescimento espiritual que não  encontrou no evangelicalismo: “Eu só conseguir encontrar água para mitigar minha sede nos escritos católicos”.

Quanto a Brennan Manning (que parece ser um dos mentores espirituais de Crabb), ele é um místico cristão da Nova Era,  que antes foi um padre católico. Nos últimos dez anos, ele se tornou um autor e preletor popular nas igrejas evangélicas, mesmo jamais tendo sido evangélico. Seus ensinos sobre “contemplação espiritual”  estão repletos de idéias não bíblicas, do misticismo oriental e das perigosas técnicas de meditação da Nova Era. Contudo, Manning é tão sedutor, envolvente e enganador, que logo tira vantagem dos cristãos sem discernimento.

Manning enfatiza o amor e a graça de Deus, ignorando, ao mesmo tempo, os Seus atributos de justiça e santidade. Ele é um universalista, ensinando que Jesus Cristo redimiu toda a humanidade. (Fonte: “Beware of Wolves in Sheep’s Clothing“, de Mike Gendron, em seu site de chegar aos católicos No bestseller de Manning (The Ragamuffin Gospel) ele escreve: “Falsos deuses - os deuses da compreensão humana - desprezam os pecadores, mas o Pai de Jesus  ama a todos, não importa o que eles façam. Mas isso é inacreditável demais para que o aceitemos”. E onde fica o Salmos 5:5-b: “ [Senhor], odeias a todos os que praticam a maldade”.

                Mesmo assim, é óbvio que Manning faz pouco uso da Escritura e mostra o seu desdém pelos que o fazem. Diz ele: “Fico profundamente desgostoso pelo que posso chamar de enganosa cultura cristã, a idolatria pelas Escrituras. Para muito cristãos a Bíblia não é um livro que apresenta Deus, mas é o próprio Deus. Em ouras palavras, isso é idolatria... Alimento uma grande repulsa pelas pessoas que falam como se o mero exame de suas páginas possa revelar com precisão quem é Deus, assim como o que Ele pensa e o que Ele deseja”  (“The Signature of Jesus”, Manning) [Nota da Tradutora: Isso me faz lembrar o Pr. Neemias Marien, da Igreja Presbiteriana de Copacabana,  que nos anos 1980 costumava me criticar pelos citações bíblicas que saíam automaticamente de minha boca (eu era memorizadora da versão ARA), acusando-me de ser uma “bibliólatra”. Todo crente que começa a se distanciar da Bíblia acaba caindo no abismo do erro doutrinário].

            Infelizmente a proposta de Manning para garantir o que Deus pensa vem através de práticas de meditação ocultista e não da Escritura. Em seu livro supra citado (A Assinatura de Jesus) ele ensina os seus leitores a orar,  usando um mantra de oito palavras. Ele diz: “O primeiro passo na fé é parar de pensar sobre Deus no momento da oração” (p. 212) (O que se pode dizer sobre um tal absurdo?) O segundo passo é “sem mover os lábios, repetir a palavra (ou rase) sagrada, íntima, vagarosa e repetidamente”. Se acontecer uma distração, “simplesmente volte à segunda palavra sagrada” (p. 218). Ele também encoraja os leitores a “celebrar a escuridão”, pois o EGO tem de ser quebrantado e o quebrantamento é como penetrar numa espessa escuridão” (Onde fica o ensino de João 8:12?) Estes são ensinos que conduzem as pessoas e um perigoso engodo e à influência dos demônios. Mesmo assim, essa perigosa técnica é um dos muitos métodos de esvaziamento da mente usados na Nova Era, os quais  Manning ensina na “Assinatura de Jesus” . Algumas dessas técnicas não bíblicas incluem: oração centralizada, espiritualidade pascal, disciplina do silêncio, mineralização (?), praticando a presença, integração espiritual, atingindo o Centro, conhecimento nocional, os mestres espirituais contemporâneos e os mestres da vida interior.

            Não é de admirar que Manning pratique essas técnicas e ainda ouse afirmar que tem tudo visões e os assim chamados encontros com Deus? Sem dúvida Manning tem tido de fato essas experiências e também os seus discípulos seguidores dessas técnicas, porém eles não encontram uma verdadeiro intimidade com Deus. Sim, eles podem até ter sensações e experiências e devem sentir-se mais perto de Deus. Contudo, nesse processo, eles estão indo para mais longe dEle, como resultado de uma falsa espiritualidade.

            Por exemplo, um dos sonhos de Manning foi sobre o Dia do Julgamento. Ele descreve como todo mundo, desde Adolfo Hitler até Hugh Hefner, são visto comparecendo diante de Jesus para serem julgados, Manning também. Quando Manning vai à frente, Deus não o julga realmente. Em vez disso, diz Manning, “Ele segura a minha mão e vamos para casa”. A implicação clara é que todo mundo, inclusive Hitler e Hefner, é tratado do mesmo modo. No ensino de Manning, Deus é universalista a aceita todo mundo (“The Signature of Jesus”, ps. 239-242). Em um livro anterior - “Gentle Revolutionaries”  (Revolucionários Gentis), Manning contou novamente o este sonho e escreveu que deus lhe disse: “Eu não sou o seu juiz”. Esta parte foi estranhamente omitida em suas futuras narrativas.

            Brennan Manning é, portanto, uma influência perigosa ao mundo cristão.  Seus livros promovem o uso da psicologia, a meditação ocultista da Nova Era, o Ecumenismo, o Universalismo e, mesmo assim, são tão populares nos círculos cristãos. Um dos seus livros populares escrito para crianças - “The Boy Who Cried Abba” - (O Garoto que gritava Abba) é uma parábola mística sobre a jornada de um garoto que deve entrar numa caverna escura chamada Bright Darkness (Clara Escuridão), a fim de receber a aceitação divina. Mais uma vez, Manning está conduzindo os seus leitores a abraçar as trevas e o erro. Pior ainda, ele está dirigindo sua mensagem às crianças.

 

Nota: - Para entender completamente os ensinos de Larry Crabb, leiam “Prophets of PsychoHeresy I” , p. 107-220 (Criticando o Dr, Lawrence Crabb Jr. A secção deste livro sobre Crabb foi reeditada como “Larry Crabb’s Gospel”, por Martin e Dreide Bobgan, EastGate Publishers, Santa Barbara, CA, 1989, 360 páginas; e uma edição mais recente da seção Crabb é do livro “Larry Crabb’s GOSPEL”,  1998, 205 páginas).

 

Artigo do site “Biblical Discernment Ministries” (Revisado em janeiro 2004).

Traduzido por Mary Schultze para o CPR, em 20/03/2007.

www.cpr.org.br/Mary.htm