Um cristão pode ser maçom?
É possível ser cristão e maçom ao mesmo tempo? Há algum tempo atrás, este escritor (não William Schnoebelen) testemunhou uma excêntrica mistura no funeral de um parente seu. Esse tio havia sido maçom por muitos anos e no final da vida havia começado a freqüentar uma pequena igreja batista, na vizinhança.
Durante o seu funeral foi dada ao pastor batista a incumbência da primeira parte do culto fúnebre. Sua mensagem foi cheia de esperança em Cristo e ele expôs à família do falecido as exigências da Palavra de Deus, encorajando-a com a promessa da vida eterna.
Logo que ele terminou, foi dado aos líderes da Loja o tempo restante do culto. Um líder subiu ao pódio, ladeado por confrades seus, todos eles usando um pequeno avental branco. Logo que ele começou a engrolar uma espécie de recitativo, ficou obvio que ele estava embriagado. O raio de sol da mensagem do pastor foi assim substituído por um deprimente ritual fúnebre.
Com esse exercício litúrgico a família foi deixada com pouco respaldo espiritual, naquele tempo desperdiçado. E que contraste entre a vida e a morte: a esperança eterna do evangelho comparada aos recitativos pagãos daquele homem espiritualmente morto. Até mesmo para um observador comum, ficou claro que as duas religiões estavam completa e incompativelmente em contraste.
A Maçonaria é uma religião? O ex-maçom William Schnoebelen, autor da obra “Masonry, Beyond the Light” (A Maçonaria, do Outro Lado da Luz”, cita palavras de dois maçons de graus elevados - Albert Pike e Albert Mackey. Pike diz: “Cada loja maçônica é um templo religioso e os seus ensinos são instruções da religião”. Mackey remove qualquer dúvida do crente bíblico “A religião da Maçonaria não é o Cristianismo”.
Para o meu tio, a maçonaria não foi de ajuda alguma à sua família, na hora da morte. Em vida ela parece ter atrapalhado o seu testemunho cristão. Mesmo depois dele freqüentar a igreja batista, eu jamais presenciei qualquer testemunho cristão em seus lábios.
Lembro-me agora de dois outros amigos. Um deles foi um ”pilar” na Igreja Batista do Sul. Seu anel maçônico e sua Bíblia eram ostensivamente exibidos, mas quando se falava do evangelho, ele depressa desconversava [Era um Cristianismo farisaico, somente para demonstração, como acontece com certos pastores da chamada Teologia da Prosperidade].
O outro era um vendedor, que aparecia no local onde eu trabalhava. Certo dia ele apareceu todo contente, com a nova fé encontrada em Cristo. Numa visita posterior, ele contou como havia se juntado aos maçons. Observamos, então, que o seu zelo por Cristo iria fenecer nos meses seguinte, à medida em que cresceria o seu entusiasmo pela Maçonaria.
O cristão envolvido com a Maçonaria deve indagar a si mesmo: “Posso obedecer à grande comissão durante uma reunião no templo maçônico? O que me acontecerá, então, se eu começar a testemunhar a um companheiro maçom?’”
A realidade é que a Maçonaria é uma falsa substituta para a verdadeira comunhão cristã. Homens famintos para fazer parte de algo maior do que eles, em geral não encontram isso na igreja [onde se prega amor e humildade]. Satanás tem muitos sutis substitutos para aqueles que não têm o cuidado de evitar os engodos.
Jack Chick/Mary Schultze
“The Battle Cry”, julho/agosto 2006