PHILLIP YANCEY

(Ensinos e atividades gerais)

Phillip Yancey é mais conhecido como o autor de vários livros que tratam da relação do cristão com Deus, quando este passa por dificuldades, especialmente os livros: “Where is God When It Hurts?” (1981) e “Disappointment With God” (1988). (Ver os parágrafos seguintes) [Outros livros de Yancey incluem “Fearfully and Wonderfully Made”; “In His Image”; “Unhappy Secrets”; “Open Windows” (1982); [Art & Christianity]; “I Was Just Wondering” (1989 [Q & A Essays]; “Praying With The KGB” (1992); “The Bible Jesus Read” (1999); “What’s So Amazing About Grace?” (1998); “The Jesus I Never Knew” (1995); “Reach For the Invisible God” (2000); e, mais recentemente, “Rumors of Another World: What on Earth Are We Missing” (2004). Yancey também é co-autor da publicação neo-evangélica “Christianity Today” .

Yancey obteve graus de doutorado em Comunicação e Inglês, no Colégio Wheaton e na Universidade de Chicago. Ele se juntou ao staff da Campus Life Magazine, em 1971, tendo ali trabalhado como editor durante oito anos. A partir de 1978, Yancey tem se concentrado principalmente como escritor independente. Mais de 600 dos seus artigos apareceram em 80 publicações diferentes, inclusive na Reader’s Diggest, Publisher’s Weekly”, “National Wildlife”, “Saturday Evening Post”, “Christianity Today” e “The Reformed Journal”. Seus livros ganharam onze medalhas de ouro da Evangelical Christian Publishers Association e já venderam mais de cinco milhões de cópias.

“Where is God When It Hurts?” - Foi escrito por Yancey em 1981, ao tempo em que ele era diretor da Campus Life Magazine (Uma publicação da neo-evangélica e psicologizada Youth For Christ). Embora Yancey declare a visão bíblica de que o sofrimento na vida dos crentes pode ser por Deus usado para o proveito destes (mas, conforme Yancey, não para o seu castigo), o tema sublinhado parece ser que Deus, de algum modo, foi injusto ao ferir aqueles que Ele decretou amar. Este tema é mais amplamente desenvolvido no livro “Disappointment With God” (Ver abaixo). (Em “Where Is God When It Hurts?”, Yancey também fala favoravelmente do estabelecimento da saúde mental [aconselhamento psiquiátrico e psicológico]; de Madre Teresa; da “Dor Psicológica de Abraão”; do valor de correr atrás de uma agenda social-ativista; do Movimento Ecumênico; do sofrimento psicológico; do pensamento positivo e do auto-amor, auto-aceitação, auto-estima e autoterapia).

 “Disappointment With God” - Foi escrito em 1988 e foi endossado pelo psicólogo Chuck Swindoll e pelo neo-evangélico Vernon Grounds. Yancey tenta responder três questões de dúvidas/auto-centradas: 1. - Deus me escuta?;

2. - Ele merece confiança?; 3.- Ele existe de fato? No interior da primeira página, Yancey comenta: “Eu queria um Deus que estivesse pronto a agir em minha vida com poder... [Eu] comecei a entender o que Deus requer dos seres humanos. Deus não quer ser analisado. Ele quer apenas ser amado... um Deus apaixonado... faminto do amor do Seu povo” [Ênfase acrescentada]. [No capítulo 24, intitulado “Deus é Desagradável?”, Yancey cita até mesmo um psicólogo panteísta da Nova Era, M. Scott Peck ("The Road Less Traveled”)].

O conceito de Yancey sobre Deus não é bíblico. Ele parece estar afirmando neste livro que Deus age no sentido de trazer sofrimento às nossas vidas porque não O temos amado apropriadamente. Ele também parece crer que há exemplos, nos quais alguém possa ficar justificadamente “decepcionado com Deus”, até mesmo a ponto de Lhe falar diretamente de sua decepção. Isso implicaria em que Deus de algum modo teria errado ou, pelo menos, agido contra os nossos melhores interesses!

 Considerando tanto “Where Is God When It Hurts?” como “Disappointment With God”, poderíamos indagar: Teria havido sequer um caso em que o cristão tivesse razão para “se decepcionar” com Deus? Se tal acontecesse, isso não implicaria em que Deus, de algum modo, tivesse cometido erro? Será que algum crente verdadeiro pode crer realmente que Deus aceita ser “pressionado” por uma das pessoas por Ele redimidas? Será correto, então, brigar com Deus a ponto de “atirar” sobre Ele nossos ressentimentos e críticas, para depois dizer que nada fizemos de errado?

Alguém pode honestamente simpatizar com a dor e frustração do outro, quando ele ou os seus amados sofrem. Muitos têm sido tentados a se zangar, acusando Deus de descaso. Mas não deveria alguém, em vez de sentir culpa sobre tais pensamentos e comportamentos, dizer que isso é aceitável para os cristãos? Quando nos iramos contra Deus, ou até mesmo O decepcionamos, nós pecamos.

Dizer às pessoas que elas nada fizeram de errado, quando “lançaram” sua decepção contra Deus, não é apenas tornar Deus erroneamente apresentado, mas é estar roubando do ofensor a oportunidade de glorificá-Lo no tempo da angústia. Devemos admitir que Deus é justo e correto em tudo que Ele faz, que Ele é soberano sobre todas as coisas e aspectos da vida e que Ele está nos conduzindo à maturidade e santidade através da provação dolorosa. Jim Owen em seu livro - “Christian Psychology’s War on God Word: The Victimization of The Believer - expõe, acertadamente, o problema com uma proposta (como a de Yancey) no sentido de lidar com a provação:

“Que jamais aconteça o caso de nos ressentirmos ou resistirmos a qualquer interferência da parte de Deus, o que poderia privar-nos de nossos mais profundos anseios, pois muitos cristãos que cantam: “Tudo está em paz com minha alma”, estão mentindo. Nada vai bem com a sua alma, pois eles não estão perseverando e nem têm a intenção de fazê-lo, porque são amargos e hostis em relação a Deus e se lamentam, achando que são vítimas em Suas mãos. Outros são um pouco melhores, pois ‘perseveram’ com fria, rígida e estóica humildade, o que faz Deus lembrar-se do quanto eles estão fazendo, apesar da Sua falta de reciprocidade” (p. 84).

Mais provas da psicologização de Yancey podem ser documentadas. Em “Unhappy Secrets”, ele fala favoravelmente do psicólogo conselheiro Paul Tournier; cita com elogios o psicólogo espírita e ocultista Carl Jung, mantém os conceitos psicológicos da incondicional necessidade de auto-consideração, auto-aceitação e auto-perdão. Em “Fearfully and Wonderfully Made”, Yancey nos anima a imitar Madre Teresa e Billy Graham, exortando-nos a participar de pequenos grupos de sessões de catarse, muito semelhantes aos desenvolvidos pelos “Metodistas de John Wesley”.

A Chrisostom Society é outro grupo da Nova Era iniciado por Richard Foster (o da Renovare). (Ela recebeu o nome de S. João Crisóstomo um místico da Idade Média, que se tornou Arcebispo de Constantinopla. Crisóstomo, mais tarde, ficou conhecido pelos romanos como o Pai da Igreja). A Chrisostom Society se descreve como sendo um grupo de escritores cristãos contemporâneos. Cada ano, esse grupo de 20 “escritores de fé” se reúne em um estado diferente, a fim de conversar sobre escrever, compartilhar manuscritos e frustrações e escrever coletivamente. Os membros também contribuem com artigos para a sua revista oficial -“Image: A Journal of Art & Religion”. Em 1990, a Sociedade deu à luz um livro intitulado “Reality and the Vision”, o qual contém os insights de 18 membros do grupo. “Reality and the Vision” homenageia cada um dos mentores dos escritores - aqueles que mais “estimularam sua paixão e transformaram suas vidas de maneira extraordinária.” (Excerto do livro “Trojan Horse: How The New Age Movement Infiltrates The Church”, de Brenda Scott e Samantha Smith, ps. 123-131).

A tarefa de editar “Reality and The Vision” foi entregue a Phillip Yancey. Ao ler o livro, descobre-se que os membros da Sociedade promovem o paganismo da Nova Era e o Cristianismo. Por exemplo, ao longo de um capítulo escrito por Karen Mains, descobrimos endossos às idéias da Nova Era, tais como a teoria de Carl Jung da Consciência Coletiva e de um oculto “Time of Beginings” (Tempo de Começos). Mains indaga: “E então não devemos elogiar aqueles tão poucos que nos ajudam a reaver a saudosa memória, tanto individual como coletiva?” Por que será que essa supostamente cristã está promovendo os conceitos de um psicólogo ocultista? Onde Karen Mains está conseguindo essa heresia novaerense? E por que Phillip Yancey é o editor desse livro pseudo-místico? Se esse material é comumente usado por Yancey como editor, não se pode afirmar que ele está de acordo com o material da Nova Era contido no livro? De outro modo, não teria ele recusado o papel de editor?

Phillip Yancey no “Guidance”: “O sociólogo Bronislaw Malinowski sugere uma distinção entre magia e religião. ‘A Magia’, diz ele, ‘acontece quando manipulamos as divindades, de modo que elas realizem os nossos desejos; a religião é quando nos sujeitamos aos desejos das divindades. A verdadeira liderança não pode assemelhar-se à magia, como uma maneira de Deus nos oferecer um meio de conseguir um ‘atalho’ e gênios da garrafa.

Ela deve, em vez disso, cair na definição de Malinowski sobre a religião. Se é assim, ela acontecerá no contexto de uma relação exercida entre o cristão e o seu Deus”

Não!!! A verdadeira liderança deve estar na definição de Deus (não na de Malinowski), conforme estabelecida em Sua Palavra. O maior problema das igrejas atuais é que o homem tem se sujeitado a uma inadequada compreensão de Deus e do que Ele deseja. Esse é o resultado de se embasar a vontade de Deus em tradições humanas, em vez de embasá-la na pura e não adulterada Palavra de Deus, conforme Ele nos ensina claramente [Fonte: “Comments/Essays em The Answer To Happiness, Health and Fulfillment In Life: The Holy Bible” - Comentários resumidos e adaptados da Media Spotlight, vol. 14 (1953), no. 1).

Yancey foi o co-autor de um artigo do então Presidente Bill Clinton - “Faith” - na Christianity Today, edição de 25/04/1994. Conforme expressado numa carta ao editor da Christanity Today, em 18/07/1994, Yancey diz que Clinton “parece ser um homem de fé em um mundo que parece não ter consideração alguma pela fé. Ele [Clinton] está contrabalançando esses pesos conflitantes com notável sucesso”.

Na Foursquare World Advance Magazine de janeiro/fevereiro de 1994, quando indagado por que se encontrava em um grupo de líderes evangélicos cristãos que esteve com o Presidente Clinton, em 18/10/1993, durante um café da manhã particular na Casa Branca (visto como Clinton é a favor do aborto e do homossexualismo), Jack Hayford disse que respeita o ofício da presidência e “finalmente eu creio no poder da presença. Logo após minha presença ali, haveria um depósito de algum tipo”. Ele disse ainda que tem um “amor profundo” por Clinton como “um ser humano” e que vê Clinton como “um servo pessoal devotado ao público”. De fato. E é por aquilo a que Clinton é devotado que ele deveria ser denunciado por todos os legítimos cristãos [Entre os demais presentes junto com Jack Hayford estava o radical social panteísta Tony Campolo, o guru do Movimento de Crescimento da Igreja, e o psicologista Bill Hybels (o qual ficou noite a dentro na Casa Branca e ajudou Clinton a organizar a sua agenda); o psicologista Phillip Yancey, Bob Seiple da World Vision (Visão Mundial) e o psicologizado presidente da Taylor University, Jay Kesler] (Registrado na Lofton Letter 4/94).

Novamente Yancey exaltou Bill Clinton durante o painel de discussão, numa conferência sobre C. S. Lewis. Alguns no painel haviam criticado os evangelicalistas americanos (e particularmente os fundamentalistas) por combaterem tudo nas “guerras culturais”, desde o aborto, as orações nas escolas, até o homossexualismo. Dirigindo-se a mais de 600 (na maioria evangélicos) ali presentes, Yancey concluiu suas observações informando-nos que havia tido o privilégio de se encontrar particularmente com o presidente. Em seguida, ele disse que Clinton havia compartilhado com ele um ponto importante, ou seja, que existe uma diferença entre moralidade particular e moralidade pública. Essa peça de sabedoria foi deixada em nossos círculos por um líder evangélico, como uma palavra digna de toda aceitação, embora tendo partido de um presidente com óbvio interesse em separar as duas (Fonte: “A Feel-Good Sacrament”, James M. Kushiner, Touchstone Magazine - touchstonemagazine.com).

Yancey tem uma visão não bíblica sobre o homossexualismo e perverteu perigosamente a visão bíblica da graça. Numa entrevista com a lésbica Candace Chellew-Hodge, Yancey falou de sua contínua e íntima amizade com o homossexual Mel Grace, dizendo que o amor o obriga a “demonstrar amor e graça” (“Amazed by Grace: uma entrevista com o autor Phillip Yancey”, “whosoever.org). O que Yancey esqueceu de dizer é que o amor aos pecadores exige que denunciemos o seu pecado e que a verdadeira graça de Deus resulta numa mudança de vida (Mateus 3:7-8; Atos 26:20; 1 Coríntios 6:9-11; Efésios 2:2-10; 5:11; Tito 2:11-15 e 1 João 5:3). Yancey prossegue dizendo: “Como eu havia freqüentado as igrejas de lésbicas e gays, fiquei também triste porque a igreja evangélica em sua totalidade não tem espaço para os homossexuais. Tenho encontrado maravilhosos e compromissados cristãos que freqüentam a MCC [Metropolitan Community Church - uma igreja especialmente organizada para homossexuais] e gostaria que a igreja maior tivesse o benefício de sua fé” (Fonte: FBIS, 16/11/2004, Friday Touch News Note).

Comentários sobre essas duas declarações de Yancey na entrevista:

1. Yancey minimiza as MUITAS PASSAGENS da Escritura que identificam a atividade sexual fora do contexto da relação matrimonial, ordenada por Deus entre um homem e uma mulher (Gênesis 1:27-28; 2:24), como sendo pecaminosa, ao seguinte: “existem ALGUMAS PASSAGENS da Escritura que me dão apoio”. 2. Indagado sobre como os demais cristãos evangélicos desenvolvem uma atitude de graça (senão de aceitação) em relação aos cristãos gays e lésbicas, Yancey responde: “A única maneira é através de uma denúncia pessoal ... os conservadores que desaprovam deveriam ter contato com essas pessoas, e vice versa”. Yancey encoraja os cristãos a que tolerem essas práticas pecaminosas entre os cristãos professos, tendo, o que ele chama “contato” com as mesmas, em vez de confrontá-las, desaprovando-as. Os comentários de Yancey contra os ensinos da Palavra de Deus o tornam culpado, conforme a admoestação de Judas 4: “Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo”. De duas, uma: Yancey não está equipado ou então está de má vontade para articular a clara visão de Deus sobre esse item moral e como resultado ele está dando falsa esperança espiritual e conforto àqueles que se encontram em perigo de sofrer o mesmo julgamento dos seus ancestrais orientados nesse tipo de sexualidade, conforme Judas 7: “Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno”. (“Take Heed” Ministries, 05/07/2004).

No registro feito pelo Pr. Gary Gilley, da Southern View Chapel, ele escreve: “Yancey tem um defeito fundamental, que predomina em todos os seus escritos: ele não coleta os seus pensamentos e princípios das Escrituras... O grave defeito de não embasar os seus conceitos nas Escrituras ocasionalmente o leva a desviar-se. Yancey não sabe a diferença entre tolerância e arrogância; entre graça e licenciosidade; entre audácia e impiedade. Conforme a definição de Yancey, João Batista e Elias estavam entre os homens ‘grosseiros’; contudo, parece que Deus não pensava assim... Certamente Jesus amava e gastava tempo com as prostitutas, porém sempre as convocava ao arrependimento [mudança de vida] não aprovando a sua maneira de viver. O método de Yancey de lidar com um homossexual, o qual também é um líder de igreja, pode lhe parecer ‘graça’, pode se assemelhar ao que Jesus faria, porém está claramente fora de sintonia em relação aos ensinos e exemplos da Escritura” (Fonte: Review of “Waht is Amazing About Grace?”, 10/07/1990) [Nota da tradutora: Quando Jesus perdoou a mulher adúltera, Ele lhe disse: “vai-te, e não peques mais” (João 8:11)].

A Christianity Today com a sua ostensiva filosofia neo-evangélica é uma publicação muito perigosa. Isso ficou evidente na edição de outubro 2003. No artigo “Holy Sex”, Phillip Yancey disse: “Em certo sentido nós jamais teremos tanta semelhança com Deus como no ato sexual”. Onde é que a Bíblia apóia esta visão? Claro que ela não o faz. Esta é uma filosofia não bíblica, a qual mais se aproxima do Hinduísmo Tântrico do que do Cristianismo bíblico. Yancey mencionou casualmente ter visto pornografia e ter sentido alguns tipos ilícitos de luxúria. Ele não se referiu a tais ações com uma atitude de profundo remorso e arrependimento, e nem as descreveu como sendo pecaminosas e malignas; em vez disso, ele as mencionou usando termos psicológicos, tais como “técnicas desconexas de sexo”. (Fonte: FBIS, 07/11/2003).

O liberal da ala esquerda (e pró-homossexualismo) Tony Campolo disse que as pessoas que prepararam a Coalizão Cristã representam apenas uma minoria da comunidade cristã. Para se ter a percepção de que a Coalizão é apenas a única voz da comunidade crente na arena política, Campolo e outros colegas, os quais não se identificam como parte do assim chamado Direito Religioso, deslancharam um grupo chamado Call for Renewal (Convocação à Renovação). Em 23/05/1995, Campolo e o seu grupo de auto-proclamados evangélicos, convocaram uma nova conferência. Disseram estar saturados da política normal e marcharam à frente, afirmando ter uma nova visão para transcender a Esquerda e a Direita. Mais de cem “líderes cristãos” de “uma diversidade de tradições” assinaram o documento chamado Grito à Convocação. A Convocação fez sua campanha tanto em discordar publicamente da política da Coalizão e das percebidas lealdades, como para desenvolver “uma nova maneira” dos cristãos se engajarem na política (07/10/1996, Christianity Today e Renegade Prophet - “A Look at the Teachings of Tony Campolo”). Atualmente, a organização de Campolo não passa de uma frente de Teologia Liberal, a qual, com efeito, pretende colocar o Direito Religioso fora da política.

Campolo foi apenas um entre os muitos evangélicos a assinar o documento “Cry for Renewal”. Alguns nomes bem conhecidos incluem: Steve Haynor (Intervarsity Christian Fellowship); Karen e Davis Mains (Chapel of The Air Ministries); J. I. Packer (teólogo, o qual também endossou o “Wake Up America”, de Campolo, editado pela Zondervan); Ted Engstrom (Visão Mundial) e Phillip Yancey. Os nomes são colocados próximos àqueles que o Professor Ron Nash chama “militantemente evangélicos”. Alguns dos nomes claramente não evangélicos na lista são: Marion Wright Edelman (Children Defense Fund); Dr. James Forbes (Riverside Church); Joan Brown Campbell (Secretária Geral do National Council of Churches); Mary Dennis (Marikol Justice and Peace); o católico romano J. Brian Hehir; Dr. Paul Sherry (presidente da denominação United Church of Christ) e Edmond L. Browning (Igreja Episcopal).

Yancey escreveu um artigo editorial na edição de 18/07/1994 da Christianity Today, no qual ele defende, como “irmãos dentro da tenda”, uma multidão de neo-evangélicos psicologizadores, radicais ecumênicos sociais e novaerenses:

“Para onde eu me volto, ao que parece, fico sabendo de cristãos sendo atacados... não pelos humanistas seculares ou pelos muçulmanos fundamentalistas, mas pelos companheiros membros da comunidade cristã. Charles Colson... Tony Campolo... a carreira de Karen Mains... ameaçada por um boicote ao que ela tem escrito sobre a sua a vida de sonho. E a paráfrase de Eugene Peterson - The Message - o transformou em um daqueles transtornados, como qualquer um que ‘interfere na Palavra de Deus’. Richard Foster... (até mesmo) está sob a suspeita de ser um novaerense.

O que tem infectado a comunidade cristã com tal insignificância desnecessária? As táticas usadas por alguns dos críticos me fazem lembrar dos piores ataques de Joseph McCarty e do Reverendo Carl McIntire, meus heróis, quando eu crescia no fundamentalismo sulista. Foi somente mais tarde que aprendi a reconhecer suas teorias conspiratórias como um jogo de cartas embasado no rumor, na insinuação e na culpa por associação”.

Além disso, Yancey se refere à ecumênica e radicalmente liberal Declaração de Chicago II como sendo “a conferência das resoluções evangélicas”. Yancey também defende Billy Graham, dizendo: “Ele [Graham] foi atacado por convidar católicos à sua plataforma, por jogar golfe com John Kennedy, por se encontrar com judeus e cristãos liberais, por viajar pelos países comunistas. Contudo, ele suportou todo o vitupério com palavras amenas, habilidade e espírito manso”. Eventualmente, o espírito pacífico de Graham proporcionou-lhe uma proteção que acolheu... e ajudou a amadurecer ... todo o movimento evangélico. O que vai acontecer ao movimento, quando o espírito pacificador de Graham já não estiver conosco?”

Yancey parece ter esquecido (se é que já o soube) que a verdade deve ter prioridade sobre o amor e que o amor sem a verdade é uma falsa unidade.

 

Alcoólicos Anônimos

 

Quando Yancey pastoreou uma igreja em Chicago, ele permitiu que um capítulo do programa AA (Alcoólicos Anônimos) se reunisse no subsolo do prédio da igreja. Yancey fala de um novo freqüentador da igreja que observou: “uma igreja que dá boas vindas ao grupo AA não pode ser tão ruim...” Yancey prossegue elogiando o conceito AA:

“[O AA foi] uma solução à tendência da igreja ao legalismo e ao orgulho. Os Doze Passos do AA, os quais têm tido uma importância tão revolucionária em tantas vidas, irrompe de dois princípios básicos: radical honestidade e radical dependência. São os mesmos princípios básicos expressos na Oração do Senhor, a cápsula sumária de um viver diário repleto de oração. As reuniões do AA, que não toleram uma pessoa mais santa do que a outra, insistem na radical honestidade e todos os membros antecipam cada comentário com um ‘sou um alcoólico’ ou ‘sou um viciado em drogas’’. Metade dos Doze Passos relata a incapacidade humana de mudar, uma dolorosa admissão para qualquer um de nós; a outra metade aponta a cura: dependência radical de um Poder Mais Alto e dos companheiros de luta”. (Reimpresso de um artigo da Christianity Today, Vista - 20/01/1994 [Wesleyan Church Sunday School Paper], “Where the High And Mighty Meet The Down and The Dirty”, ps 2-3).

Essa recomendação foi feita, apesar da espantosa evidência de que não apenas o AA é totalmente ineficaz em tratar o alcoolismo como de que a atmosfera de todos os seus centros é consistentemente antibíblica, quando não anticristã. O AA, de fato, sente orgulho de sua habilidade em fazer com que os homens vejam as suas necessidades de um Poder Mais Alto, encorajando os membros do grupo a descobrir e a definir sozinhos o que é ou quem é esse Poder Mais Alto. Yancey, evidentemente, não tem a menor idéia dos conceitos de Nova Era que são promovidos pelo AA, os quais estão conduzindo os seus membros a aceitarem falsos deuses como um substituto do verdadeiro Deus da Bíblia.

Em um artigo da Christianity Today de 03/02/1997 (“My Galery of Saints” - Minha Galeria de Santos), novamente Yancey expõe suas falsas visões sobre o AA e suas origens:

“Penso nos milhares de capítulos embasados nos Doze Passos, os quais se encontram nos subsolos das igrejas, nas entradas da WFW e nos salões através de toda a nação, cada noite, durante a semana. Os cristãos que fundaram o AA encorajam a escolha de torná-la cristã ou então fundá-la em princípios cristãos para, em seguida, deixá-la livre. Eles escolheram a última opção e hoje milhões de pessoas na América olham para esse modelo... embasado na dependência de um Poder Mais Alto, numa comunidade que apóia... como uma tábua de salvação contra as dependência do álcool, das drogas, do sexo e da comida”.

Acontece que os fundadores do AA não eram cristãos. Ver “12 Steps to Destruction: Codependency/Recovery Heresies” [Doze Passos Para a Destruição: Heresias da Co-Dependência/Reabilitação], de Martin e Dreide Bobgan, EastGate Publishers, Santa Barbara, CA, 1991, 247 páginas) para os fatos sobre o AA e seus fundadores.

Yancey continua sendo fã do movimento de reabilitação AA. Em seu artigo intitulado “Lessons from Rock Bottom” (Christianity Today, vol. 4 no. 8), ele contende defendendo que os cristãos têm muito o que aprender das teologias naturais dos alcoólicos e dos movimentos de reabilitação. Ele os vê como amistosos aliados, em vez de outras religiões. Ele começa o seu artigo dizendo: “Nos tempos antigos, alguns teólogos escreveram ‘teologias naturais’, começando por explicar as maravilhas da natureza, em seguida movendo-se, gradualmente, para o teísmo, a revelação e a doutrina cristã”. Eis um fraco argumento sobre o qual se embasar. Qualquer forma de teologia natural é severamente enfraquecida e distorcida pelos efeitos intelectuais da queda. Yancey diz: “Se eu estivesse escrevendo hoje uma teologia natural, acho que iria começar pela reabilitação dos alcoólicos”. Desse modo, Yancey constrói sobre o falso fundamento da teologia natural, quando equipara o homem decaído, o homem pecador, (alcoólicos recuperados) às “maravilhas da natureza”. Os alcoólicos recuperados, bem como todos os homens decaídos, são severamente limitados pelas insondáveis profundezas humanas e a incapacidade do homem decaído de se reconhecer de maneira correta, sem a intromissão de suas predisposições pecaminosas. Nós, os que confiamos na Bíblia como suficiente para a vida e a piedade, dizemos que a Bíblia é a única fonte de autoridade para se compreender a condição humana, incluindo os valores, e a única fonte de autoridade para prescrever como devemos viver. Nenhuma das considerações e estratégias humanas dos “alcoólicos recuperados”, ou de outras fontes, pode sequer merecer a consideração de possuir uma garantia ou autoridade que possa equiparar-se à da Escritura.

Yancey diz: “A antropologia, o pecado original, a regeneração, a santificação ... o movimento de reabilitação contém em suas sementes todas essas doutrinas”. Esta é uma declaração irrelevante e confusa. É irrelevante no que se refere ao Cristianismo, porque podem se substituir as palavras “movimento de reabilitação” por qualquer outra das principais religiões do mundo, o que daria no mesmo. Se alguém crê que Jesus é Deus e que ... em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”, (Atos 4:12), deve concluir que a declaração de Yancey não é apenas confusa, mas é também enganosa. Ela pode ser usada para justificar qualquer religião mundial professada pelos alcoólicos anônimos. Ele pode protestar que não faria isso, mas a verdade é que o AA abre suas portas a todas as religiões (ocultistas, animistas e semelhantes). (Fonte: PsychoHeresy Awareness Letter, edições de maio/junho e julho/agosto 2001).

Yancey afirma que ao buscar modelos para o seu livro de 1997 - What’s So Amazing About Grace?” - ele “se voltou para as pessoas imperfeitas, compartilhando amor e aceitação em diferentes locais: ‘Tenho estado no AA com amigos e fico pensando: ‘Ah! Se pelos menos a igreja fosse um lugar assim.. Eu gostaria que a igreja fosse um lugar onde pudéssemos ser aceitos pelos nossos fracassos’”. O livro é, sobretudo, tão polêmico para a igreja como para uma sociedade evangelística, em vez da visão bíblica da igreja... “a coluna e firmeza da verdade”. (Fonte: Artigo do Houston Chronical... “O melhor dom do Cristianismo para o mundo é a graça”, diz o autor.

Yancey endossou o livro de Bill Hybels “Honest to God” (Honesto com Deus). “Bill tem duas idéias estranhas sobre a igreja. Uma é que os cultos dominicais deveriam ser abertos para (e também apreciados) pessoas que normalmente não ficassem dormindo nos bancos. A outra é o assunto deste livro refrescante”. Hybels é um psicologizador (isto é, ele exalta as virtudes da personalidade, conforme Jung, em seu livro supra citado, sendo um dos líderes do Movimento de Crescimento da Igreja).

O Promise Keepers é um novo movimento gigantesco de homens (1971) entre os professos cristãos evangélicos. Suas raízes são católicas e carismáticas ao extremo. A contraditória posição dos Promise Keepers sobre o homossexualismo, sua promoção da psicologia secular; sua visão não bíblica do homem efeminado; sua descrição de um “messias fálico”, tentado a praticar atos homossexuais e os seus ensinos ecumênicos e não bíblicos deveriam dissuadir qualquer cristão verdadeiro de participar dele. O Promise Keepers tem comprovado ser um dos mais ímpios e mal dirigidos movimentos nos anais da história do Cristianismo. Mesmo assim, Phillip Yancey é um promotor desse ecumênico, carismático e psicologizado movimento de homens, conforme evidência escrita em seus devocionais diários, para publicação bimensal no “Men of Integrity” do Promise Keepers (o guia diário dos PK para a leitura da Bíblia e oração).

A Convenção Nacional de Pastores é um evento patrocinado pela “Youth Specialities” (a organização evangélica mais influente da América para pastores e líderes) e a Zondeervan (publicadora de Uma Vida Com Propósito e da Bíblia Paralela à NVI - The Message - e distribuidora evangélica do DVD - A Paixão de Cristo, de Mel Gibson). A Convenção de 2004 iniciou sua programação com a oração contemplativa (ver o registro de Richard Foster) e exercícios de “Yoga & Alongamento.” As liturgias da igreja emergente embasadas sobre os rituais e sacramentos das Igrejas Católica Romana e Ortodoxa foram introduzidas, incluindo as oportunidades da “oração do labirinto”. Esta última é uma oração meditativa, andando-se em círculo, segundo o modelo copiado de um desenho no chão, encontrado na Catedral de Chartres. Esse místico ritual católico data da Idade Média, tendo se tornado um substituto da perigosa jornada à Terra Santa controlada pelos Muçulmanos, a qual servia para descobrir a “rota da Paixão” de Jesus. Quando os católicos andavam no labirinto meditando nos sofrimentos de Cristo, em sua imaginação eles obtinham as mesmas indulgências (perdão que abreviava o seu tempo de sofrimento no Purgatório, a fim de purgar os seus pecados) como se estivessem fazendo a verdadeira peregrinação. A programação da véspera da Convenção incluía atos de comédia cristã, o Pintor de Jesus (o qual “pinta retratos de Cristo em menos de 20 minutos”), a “Experiência de Percussão da Igreja Tribal”, “Discussão de Saúde Pessoal e Emocional”, um “Pub emergente com música ao vivo” e “Cultos de Oração Contemplativa Tarde da Noite”.

A maior porcentagem de preletores era de praticantes da oração mística cristã e formas de adoração (referidas como “fé autêntica”) e os demais pareciam ser advogados, ou pelo menos encorajadores do desenvolvimento de novas metodologias e liturgias para a cultura emergente do século 21. Um dos tópicos foi intitulado “A New Theology for a New World” (Uma Nova Teologia para um Mundo Novo). As conferências em dois locais atraíram milhares e envolveram muitos líderes influentes da Igreja, inclusive Gordon MacDonald, Henry Cloud, Brennan Manning, Dallas Willard, Joseph Stowell, Howard Hendricks, Gary Thomas, Tony Campolo e Rick Warren. A Convenção de 2005 promete ser mais que idêntica, com as lideranças cristãs contemplativas experimentais e emergentes da igreja, tais como Richard Foster, Calvin Miller, Phillip Yancey, Ruth Halley Barton. Doug Pagitt e Dan Kimbal (Fonte: TBC, março, 2005).

Mais sobre “Disappointment With God” - Este extremamente popular “Decepção com Deus” de Phillip Yancey vem ironicamente embalado com uma etiqueta amarela, na qual se lê: “100% de garantia de volta do seu dinheiro. Se porventura você ficar insatisfeito com este livro, devolva-o ... para ter um completo reembolso” . Não se pode deixar de observar que o livro sobre a decepção com Deus promete não decepcionar e, no caso disso acontecer, você terá de volta o seu dinheiro. Se Deus viesse com uma garantia, quem sabe Ele iria lucrar mais com os “buscadores” de hoje!

Desse modo, Yancey surge com uma interessante maneira de manipular o problema, quando “coisas ruins acontecem a pessoas boas”. A dor e o sofrimento podem ser deixados na soleira do Diabo ou do povo, como garantia. Mas a verdadeira culpada parece ser a própria vida. Lá pelo final do livro, Yancey cita favoravelmente um amigo que aprendeu a lidar com a tragédia, separando sua vida de Deus:

“Aprendi, primeiro com a doença de minha esposa e, em seguida, através de um acidente, a não confundir Deus com a vida. Sou um estóico. Estou tão transtornado com o que me aconteceu como qualquer pessoa poderia estar. Sinto-me livre para amaldiçoar a infelicidade da vida e atirar toda a minha dor e raiva ... Mas creio que Deus se sente do mesmo modo sobre este acidente... dolorido e zangado. Não O censuro pelo que aconteceu... Aprendi a enxergar, além da realidade física neste mundo, a realidade espiritual. Temos a tendência a pensar ‘A vida deveria ser bela porque Deus é belo’. Mas Deus não é a vida”. (p. 183).

Yancey admite ficar um tanto amargurado com essa estrita separação da “realidade física” da “realidade espiritual”, e, mesmo assim, intrigado (184). Conforme essa teoria emprestada de Yancey, Deus está chateado com a vida. Ele, pessoalmente, é bom e mais que desejoso de realizar grandes coisas por nós, porém a vida (o que seja ela) continua atrapalhando-O. Não apenas Deus não é a vida como Ele nem sequer pode controlar a vida. Ele é deixado, junto conosco, levantando as mãos, com “tristeza e raiva” pelo que a vida tem feito contra o Seu povo. Se pelo menos existisse algo que Ele pudesse fazer, mas Ele não tem esse poder! Mas pior ainda é como Yancey termina:

“Ninguém está isento de tragédia e decepção... O próprio Deus não foi isento” (p. 186) Como podemos esperar que Deus nos ajude, se Ele nem mesmo pode ajudar a Si mesmo? A base de Yancey para essa declaração é a Cruz. [Que absurdo! Sem minimizar de modo algum o sofrimento da Cruz, certamente Deus jamais a viu como uma tragédia ou uma decepção. Deus havia preordenado muito antes da criação do mundo que o Seu Filho iria morrer na Cruz (Atos 2:16). A cruz é o poder da salvação de Deus para toda a humanidade (Ver 1 Coríntios 1:18; Romanos 1:16-17). Certamente Deus ficou triste com a Cruz, do mesmo modo como fica diante de todo pecado. Mas Ele jamais fica decepcionado e nem vê coisa alguma como tragédia. O Deus de Yancey é humano demais, portanto não é de admirar que Ele fique decepcionado.

Que espécie de Deus estaria à mercê de Satanás, das pessoas ou da vida em geral? Seria melhor crer num Deus todo misericórdia e amor, se não houvesse outra razão, além de manter o pensamento do que Ele não é, o que nos deixa um Deus com uma das duas deficiências: ou Ele é fraco em poder ou fraco em conhecimento. Ou Ele não tem poder para realizar o que o Seu amoroso coração gostaria de fazer ou então não possui o know-how suficiente. Alguém poderia indagar: será que alguns dos líderes cristãos, que afirmam ser evangélicos, acreditam num Deus tão insípido? Infelizmente, sim!

Phillip Yancey fala sobre Deus como de alguém que corresse riscos. No caso de Jó, por exemplo, Deus fez uma pequena experiência. Ele estava “apostando” com o Diabo (palavra de Yancey) como Jó permaneceria fiel, não importando o quanto ele sofresse. Particularmente Deus não tinha certeza disso, então aproveitou a chance. De fato essa aposta foi ao extremo, Yancey acredita, de ter “Deus arriscado a experiência humana na reação de uma pessoa” (p. 252).

Experiência humana? Será que a raça humana é uma experiência de Deus... Algo sobre o que Ele está incerto quanto ao resultado? Quem sabe, uma aposta entre Deus e o Diabo? Será que Yancey acredita que Deus estava realmente apostando sobre aquilo em que o mundo vai se tornar? Se Deus corre o perigo de perder alguma coisa, então Ele é vulnerável e se Deus é vulnerável, então Ele não é o Deus onipotente da Bíblia.

Esse tipo de pensamento é conhecido como “teísmo aberto”; em resumo, é a visão de que Deus está sujeito ao tempo, exatamente como nós estamos. Como resultado, o Deus sobre Quem fomos assegurados na Bíblia, Que sabe todas as coisas conhecíveis, desconhece o futuro, porque este ainda não aconteceu, sendo, desse modo, desconhecido, até mesmo para o Senhor. Deus é extremamente cheio de recursos e faz excelentes suposições sobre o futuro, porém não tem o poder de determinar infalivelmente, nem de predizer o futuro. Em outras palavras, Ele simplesmente não sabe como as coisas irão acontecer. Em “Decepção Com Deus” , a tese de Yancey é que o maior objetivo de Deus é que Suas criaturas O amem livremente. Desse modo, Ele limitou o Seu próprio poder, a fim de que possamos exercer o livre arbítrio, escolhendo entre amar ou rejeitar Deus.

O teísta aberto preferiu conservar o amor de Deus às expensas do poder e conhecimento de Deus. Ao enfrentar o sofrimento, podemos estar certos da preocupação e simpatia de Deus. Ele está sofrendo junto conosco e desejaria poder fazer mais, porém não pode. Neste sentido Deus não é, de modo algum, responsável pelo mal ou pela dor... Então esse problema é resolvido, porém somos deixados com um Deus anêmico, andando no chão do céu, enquanto, sem esperança, Ele escuta nossas preces aqui na terra. Um teólogo resume o assunto deste modo: “Abandonar a crença na onipotência de Deus pode ‘resolver’ o problema do mal, porém o custo é enorme, com o resultado de que Deus é incapaz de ajudar-nos. Ele pode ser capaz de dar-nos um bocado de simpatia e até mesmo de suspirar junto conosco, mas fica claro que Ele não pode ajudar-nos... Nem agora nem no futuro. Não existe possibilidade de orar a esse Deus nem de pedir-Lhe ajuda. Ele já está fazendo o melhor que pode, coitado, mas está chegando ao fim dos Seus recursos” (How Long, O Lord, p. 31).

Numa tentativa de proteger Deus e Sua reputação da responsabilidade, direta ou indiretamente, pelo sofrimento e pela dor, Yancey O transformou em algo menos que Deus. (Fonte: Resumido e ou adaptado de “Pain, Pain”, Gary Gilley, “Think on These Things”, setembro 2000).

 

Biblical Discernment Ministries (Revisado em março/2005).

Traduzido por Mary Schultze, em 08/03/2007.

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http://www.cpr.org.br/Mary.htm