O Espírito da Graça
Cada dia que passa eu vou ficando mais convencida do inexcedível amor e da maravilhosa graça que recebo do Senhor Jesus Cristo, em cada minuto da minha existência. Tenho certeza de que fui abençoada, com todas as bênçãos espirituais, nos lugares celestiais em Cristo” (Efésios 1:3), desde o ventre materno e, por mais que eu quisesse, jamais poderia encontrar uma coisa, por mínima que fosse, para reclamar dEsse Grande Deus e Salvador, dEsse Deus bendito eternamente, o Qual me protege e me dá a certeza de que um dia eu O verei face a face. Mesmo num dia simples e corriqueiro como hoje, Ele se mostra o meu Deus grandioso, misericordioso, enfim, o meu único e todo suficiente Salvador.
Hoje saí às 8,30, rumo ao Laboratório Bronstein, onde deveria fazer um exame meio complicado, para determinar como o meu vetusto organismo está lidando com relação ao açúcar consumido diariamente. Ia andando, apressadamente, quando avistei uma irmã (“iurdólatra”), a qual costuma me parar na rua, a fim de falar das bênçãos e da prosperidade que ela tem conseguido naquela “Sinagoga & Cia. Ltda.”. Eu não estava para conversa e me desculpei, dizendo que estava muito atrasada. Foi quando passei por um jovem, que me estendeu um folheto, que eu julguei ser propaganda de algum candidato para o segundo turno eleitoral, e por isso recusei.
Andei 20 metros e, de repente, pensei que ele era apenas um garoto e, portanto, eu deveria voltar, receber o tal folheto e me desculpar. Voltei e aceitei o folheto, pedindo desculpa pela minha pressa, etc. Ele me olhou singelamente e falou: “A senhora é uma pessoa muito boa. Vou pedir a Jesus para Ele lhe converter”. Dei um sorriso e falei: “Filho, eu já sou de Jesus. Qual é a sua igreja?” (achando que seria um dessas “sinagogas pentecas”), ao que ele respondeu: “O nome da minha igreja está escrito aí no folheto.”
Olhei o verso do folheto e, pasmem! Era a Primeira Igreja Batista de Teresópolis, onde congrego há 13 anos. Perguntei o nome do garoto (Fabiano), esqueci a pressa e fiquei ali, por alguns minutos, conversando com ele e me identificando. E como ele disse que tem computador e adora ler, dei-lhe de presente o meu CD. Acho que Deus me ensinou a fazer um garoto feliz!
Cheguei cedo ao laboratório. Uma enfermeira me atendeu e foi logo me chamando pelo nome familiar (em vez do nome da Identidade) e dizendo que havia lido vários artigos no CD que eu lhe dei (no ano passado) e estava gostando muito. A princípio, não me lembrei dela (devo estar com um bom princípio de Alzheimer), mas depois fui me lembrando que ela é assembleiana, etc. Ela me tratou com tanto carinho que deve ter gostado dos artigos que leu. Fez a primeira coleta de sangue e me mandou esperar durante duas horas, até a segunda coleta. Também me fez tomar uma garrafinha de água com dextrosol e ficar quietinha, sem sair do prédio.
Ficar quietinha, durante duas horas, uma peste e promotora de encrencas, como eu? Só fico parada diante do computador e, assim mesmo, porque a mente está batalhando pela fé entregue aos santos e me prende pela santa coleira do entusiasmo protestante, já que minha especialidade é protestar! Pensei em sair correndo, para olhar as vitrinas do shopping (no andar térreo), mas resolvi ser obediente. E quando já ia começando a entrar em depressão, abri a bolsa, a fim de procurar uma distração qualquer, pelo menos retocar a maquilagem... Mas Deus é bom demais!!! Dentro da enorme bolsa preta, perdidos entre toda a parafernália feminina, encontrei um texto de 22 pp. (New Evangelicalism, by David Cloud) e outro de 3 pp (The Heart of the Gospel Message, do Biblical Discernment Ministries), os quais havia copiado ontem para ler, enquanto estivesse esperando ser chamada pelo Angiologista, um santo, que me atendeu na exata hora marcada, em pleno feriado... (Eu disse: “um santo” porque vi uma Bíblia aberta numa Carta de Paulo, sobre a mesa dele, e acabei trazendo o seu e-mail, a fim de enviar-lhe alguns artigos. Não sei qual a religião dele, mas notei que ele tem sobrenome italiano e cara de católico praticante; portanto precisa muito de Paulo!)
Voltando às páginas salvadoras, elas eram nada menos de 25 pp. recebidas pela Internet (Deus abençoe a Internet, quando usada para a Sua glória!). Problema resolvido pelo Espírito Santo, pois li as 25 pp. (para serem oportunamente traduzidas) e tive de esperar apenas 10 minutos para a segunda seção de “vampirismo”.
Amados: o Espírito Santo que eu adoro, e em Quem confio plenamente, não é aquele, que faz barulho e confusão dentro das igrejas carismáticas, aparentemente escutando os gritos histéricos e os pedidos extravagantes dos pentecas, membros das igrejas do tipo Palavra da Fé e da Prosperidade. O Espírito Que eu amo e adoro é a Terceira Pessoa da Trindade, maravilhosamente discreta e prestativa, tão mansa e meiga como o Senhor Que Ele veio substituir. Ele é o Espírito de Cristo, Que nos convence do pecado diário e do perdão que o Senhor Jesus nos garante, pela Sua morte e ressurreição, quando nos ajoelhamos, reconhecendo e confessando nossos pecados e pedindo perdão ao Pai, em o Nome do Seu Filho. É o Espírito que nos concede os maravilhosos dons do “amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” (Gálatas 5:22). Ele é o Deus que nos conforta com a leitura da Palavra que Ele inspirou aos escritores sagrados; o Deus que nos socorre na hora da solidão, ajudando-nos “a crescer na graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pedro 3:18). Por causa de Sua presença em nosso coração é que vamos nos tornando, paulatinamente, apaixonados por Cristo, até o nosso encontro com Ele, no Dia do Senhor...
Mary Schultze, 17/10/2008 – www.cpr.org.br/Mary.htm