O Diabo existe?

 

            Fiz (anteontem e ontem) a tradução (manuscrita, para depois ser digitada) do capítulo 13 do livro de Russell Kelly “Should the Churches Teach Tithing?”, um excelente comentário bíblico do  Livro de Malaquias, o mais usado e abusado pela maioria dos pastores evangélicos, cobradores do dízimo.

         Em duas ”sentadas” de 6 horas cada, dei cabo das 26 páginas ofício A-4, tendo preenchido nada menos de 70 páginas manuscritas com os meus enormes hieróglifos, os quais, muitas vezes, nem eu mesma consigo decifrar, na hora da digitação.

Agora preciso criar coragem para jogar essas 70 páginas manuscritas no computador, revisar tudo (com a ajuda do meu anjo da guarda, Pr. Paulo Pimentel) e remeter ao autor, que está aguardando essa tradução para publicar no seu site bilíngüe, nos Estados Unidos.

Por causa do abuso, minha coluna cervical entrou em greve, tive insônia esta noite e depois de escutar uma hora de Novo Testamento  na voz do insuperável Cid Moreira, vim para o computador, a fim de escrever estas “mal digitadas linhas”.

Uma de minhas preocupações nesta vigília forçada é o telefonema que recebi sábado à noite da  neta Lu, que estuda Química Industrial na Universidade de Leipzig.

Lu fez uma decisão por Cristo, quando tinha 13 anos de idade, em Jardim Primavera, quando passava férias comigo.

Certa noite, após a leitura de alguns salmos e meia hora de oração, de repente Lu me disse: “Vó, eu quero ser de Jesus como você!”  Na mesma hora, expliquei-lhe o plano de salvação e ela se entregou ao Senhor. Lembro-me que no dia seguinte, usando um Novo Testamento e Salmos, na versão ARA, que eu lhe havia dado de presente naquela manhã, Lu estava deitada lendo a Epístola aos Hebreus. Estranhei que ela estivesse lendo um livro tão difícil, mas ela garantiu que estava “adorando” e ainda comentou que achava maravilhoso o verso 2:3, que estava lendo naquele exato momento: “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram...” . Naquela hora senti que Lu, realmente, estava ajoelhada aos pés do Senhor Jesus Cristo, recebendo as bênçãos do Calvário. Os anos passaram e Lu continua firma na fé cristã.

         Sábado ela me telefonou contando que estava com um problema de fé a respeito da existência do Diabo. Havia assistido na TV alemã um programa em que alguns pastores liberais e parapsicólogos negavam literalmente a existência do Diabo, e ficara meio confusa. Ela sempre me liga com um cartão que lhe dá 40 minutos de tempo para as nossas conversas. Expliquei-lhe que se ela acredita na Divindade do Senhor Jesus Cristo, também precisa acreditar na existência do Diabo, pois a Bíblia nos fala muitas vezes sobre a existência desse personagem espiritual e dos seus anjos decaídos. Em seguida, procurei falar de algumas passagens que citam o Diabo, a maligna serpente que “entrevistou” nossa mãe Eva no Jardim do Éden, cuja curiosidade e desobediência a Deus  motivaram toda a desgraça da humanidade.

 

Vejamos algumas citações sobre o Diabo/Satanás/ Maligno, etc.:

 

Mateus 4:1-11; 13:39; 25:41

Lucas 4:1-13; 8:27-32

João 6:70; 8:44,49; e 13:27

1 Timóteo 3:6

Hebreus 2:14

1 Pedro 5:8

Tiago 4:7  

1 João 3:8,10,12; 5:18-19

Judas 9

Apocalipse 2:10; 12:12; 20:10.

 

         Depois de dar algumas explicações sobre o Maligno creio que deixei Lu menos confusa a respeito do assunto e espero que ela se dedique ao estudo da Palavra de Deus, para não cair nas perigosas ciladas desses teólogos liberais alemães, os quais, provavelmente,  estão tentando combater a demonomania pentecostalista, que está invadindo a nação luterana.

         Esses pastores milagreiros/exorcistas/demonomaníacos prestam um excelente serviço ao Diabo, exaltando o seu poder de tal maneira que o sacrifício de Cristo no Calvário fica sempre em segundo plano.

 

Mary Schultze, 15/08/06