O Perigo da meditação e da oração contemplativa
O Dr. Samuel Fernandes da Costa, um cristão bíblico fundamentalista dos mais confiáveis, explica o que significa a meditação esotérica, a qual tem penetrado na Igreja Emergente (e com propósitos) dos EUA e dali tem se espalhado por toda a América Latina. Com a desculpa de que a oração contemplativa e a meditação são o meio mais eficaz de se chegar à presença de Deus, os líderes emergentes estão conduzindo os cristãos subnutridos na Bíblia a um caminho perigoso e sem volta, colocando-os sob a perniciosa influência dos místicos católicos da Era das Trevas, como Inácio de Loyola, Teresa d’Ávila e outros do mesmo naipe. E como um abismo chama outro abismo, os cristãos estão caindo na meditação esotérica hinduísta, abandonando o Cristianismo simples e puro da Palavra de Deus. Paulo já nos alertava sobre isso na 2 Coríntios 11:3: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.” Também em Colossenses 2:8, ele diz: ”Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo”
O Dr. Samuel nos fala sobre essa tal meditação esotérica, que nos tem sido apresentada sob o disfarce de meditação cristã:
A meditação esotérica é oriunda do Oriente. Do Oriente que, espiritualmente, não orienta, e sim desorienta. Ela faz parte do tripé do ocultismo (meditação – iluminação – reencarnação). As metodologias e os tipos de meditações místicas são as mais diversas. O processo geralmente exige: uma postura correta, às vezes jejum de algumas horas, longos períodos de silêncio, relaxar o pensamento (inicialmente o praticante tem de esvaziar a mente), em seguida realiza uma visualização (imaginar estar em uma floresta, às margens de uma cachoeira, nas nuvens ou em qualquer local que transmita tranqüilidade), muitas vezes recitação de mantras (sons aparentemente sem qualquer significado, mas que quase sempre são nomes de divindades hindus ou budistas), taquipnéia (respiração acelerada) forçada, e, por fim, tentar comunicar-se com um "ser" dentro do próprio praticante (esse "ser" é chamado de "Eu Superior").- Publicado na Revista “Chamada da Meia-Noite”, julho 2000.
Igreja Emergente é a moderna igreja americana, que se alastra por todo o Ocidente e prega as “Colheitas”, os “Propósitos”, e a “Meditação Transcendental”, esta última disfarçada sob o nome de “Oração Contemplativa”, Tudo isso constitui uma série de engodos católicos e pagãos, que os crentes vão engolindo por falta de discernimento bíblico, confiando nos pastores, cujo objetivo precípuo é encher suas igrejas de analfabetos bíblicos e dizimistas fiéis, em busca de fama e riqueza.
Desejamos alertar aqui sobre as personalidades mais importantes, associadas à Espiritualidade Contemplativa do chamado “Cristianismo” Místico, o qual tem deslanchado, em escala total, essa invasão na Igreja do Senhor Jesus Cristo. Sem dúvida alguma, uma das fontes principais da maior parte dos ensinos conduzindo a este apelo do moderno Gnosticismo, no sentido de alcançar a suposta “luz interior”, tem sido Teresa D’Ávila.
Atualmente, um dos seus discípulos mais fanáticos é Richard Foster (um ministro quaker) o qual promove a oração contemplativa e a meditação transcendental como uma fonte da ortodoxia cristã. Os quakers estão envolvidos nesse tipo de misticismo, desde o início da criação desse grupo religioso, e por isso eles foram expulsos da Inglaterra, indo aportar nos Estados Unidos. A quase idolatria de Foster por Teresa D’Ávila é por demais evidente à medida em que consideramos uma declaração retirada do Quaker.org, em um artigo intitulado “The Religious Society of Friends (Quakers) as a Religious Community”, pela católica Anne K. Riggs, que é exatamente um membro do “staff” do “Ecumenical Secretariat of the National Conference of Catholic Bishops”. Outra confirmação ainda da inclinação ecumênica - dos quakers e de Foster - ocorre também com a Igreja Católica Romana (ICR). Anne Riggs declara: “Falar sobre Deus, principalmente como a luz, conforme o fazem os Amigos, limita a articulação discursiva e conduz, por si mesma, aos caminhos ‘apofáticos’ (silenciosos?) do pensamento sobre Deus e da aproximação com Ele - caminhos que enfatizam a incompreensibilidade de Deus à mente humana”.
Pois é. Sob a desculpa de chegar mais perto de Deus, os místicos do Catolicismo Romano, como Inácio de Loyola e Teresa d’Ávila, por exemplo, ficavam em jejum e silêncio absoluto, buscando um contato íntimo com a Divindade. Contudo, acabavam se comunicando, não com o Deus e Pai de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, mas com o “outro Jesus”, que se apresentava disfarçado como um “ser de luz”, o qual todos nós sabemos muito bem quem é.
Estamos todos mergulhados num verdadeiro oceano de apostasia. O pastor da nossa PIBT, por exemplo, homem culto e inteligente, andou dando um estudo sobre “Celebração da Disciplina” de Richard Foster e esperamos que, de futuro, ele fique mais atento sobre os autores que lê e prega na igreja. Que os cristãos tenham o maior cuidado para não adotar a meditação transcendental disfarçada de “cristã”, nem a tal oração contemplativa, ambas geradas no Catolicismo Romano medieval, o qual está emergindo com toda a força, para agrilhoar os pastores e membros de igrejas subnutridos na Palavra, conduzindo-os facilmente à chamada “operação do erro”, contra a qual nos alerta Paulo na 2 Tessalonicenses 2:3,7-10:
“Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus ... Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; e então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem” (Grifo nosso).
Mary Schultze, 28/12/2006