A Verdade vos libertará
Alguma vez você já leu a Bíblia e sentiu como se ela entrasse por um ouvido e saísse pelo outro? Outras vezes você leu e as palavras pularam à sua frente? Ela é de fato um Livro incomum. Dependendo da ocasião, ela pode confundir ou então abençoar. Mas, e se ela for realmente a tentativa de Deus de comunicar claramente o Seu plano e propósito ao homem?
Muitas pessoas acham a Bíblia misteriosa, um livro difícil de se ler, especialmente a versão inglesa da Bíblia King James. Outras criticam as modernas bíblias diluídas e parafraseadas. Mas o caso não é tanto a versão da Bíblia que se lê. João 6:63 nos diz que “a letra mata”. Quando lemos a Bíblia com uma mente não regenerada, confiando em nosso poder de dedução e compreensão, só conseguimos a letra morta, não uma revelação divina.
A Bíblia deve ser lida com o coração aberto, com o espírito humano vivo e compromissado. Quando o cristão “nasce de novo” (João 3), o seu espírito humano é regenerado (recebe vida) pelo Espírito de Deus. Nesse ponto as luzes brilham e tudo na Bíblia faz sentido. Lemos a Palavra Viva quando o nosso coração está aberto e o nosso espírito humano se compromete, interagindo com o Espírito de Deus. É então que a Palavra nos faz vibrar, iluminando-nos e falando conosco para nos alimentar. É então que recebemos uma nova revelação do próprio Deus através de Sua Palavra.
Você sabe o que acabei de fazer? Eu lhe dei a chave para reconhecer o engodo. Todo o propósito deste livro é encorajá-lo a se tornar um daqueles que “têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal”. Não é algo que você aprende, mas algo que você mesmo experimenta. Quando a Bíblia chega viva ao nosso coração e mente, essa é a coisa mais importante que se pode experimentar na vida cristã. É quando Deus fala e escutamos Sua voz, por mais suave que ela seja. Algo para se lembrar é que não chegaremos a “ouvir vozes”, pois o que ela diz JAMAIS poderá entrar em contradição com a Palavra de Deus. Sempre haverá concordância. Mas, quando confessamos nossos pecados e abrimos o nosso coração e nos quedamos em Sua presença, lendo a Sua Palavra, essa é a hora em que Ele a imprime em nosso coração e mente. Isso é geralmente o que acontece com o nosso pastor, mas também deveria acontecer conosco, diariamente. Quando aprendemos a chegar à presença de Deus, permitindo que Ele nos fale através de Sua Palavra, nossa vida é transformada e nunca mais seremos os mesmos! Receberemos o Seu poder e poderemos compartilhar o Evangelho vivo com todas as pessoas que encontrarmos em nosso caminho [Essa é a nossa Grande Comissão]. Quem mantém um firme relacionamento com Deus fica protegido contra todo tipo de engodo [religioso].
Então, para os que são novos na fé e não estão entendendo o que estou dizendo, isso é o que deve acontecer a toda pessoa que “se torna um verdadeiro cristão”. Trata-se de um “relacionamento” e não de uma “religião”. Deus o criou com um corpo, alma e espírito. Para o caso de você não ter ainda observado, até podemos discernir qual seja a coisa certa, porém nem sempre está ao nosso alcance fazê-la. O problema é que nascemos espiritualmente mortos e sujeitos a todas as tentações às quais o mundo, a carne e o diabo nos possam conduzir. Não se trata de quanto pecamos, mas de que somos pecadores por natureza, separados de Deus e de Sua vida. E quando recebemos a nova vida, Deus passa a cuidar de nossos problemas e fracassos.
Uma boa porcentagem do Cristianismo tem se tornado apenas imitação. Tentamos ser bons. Indagamos o que Jesus faria em nosso lugar e tentamos fazê-lo, mas, no final, apenas conseguimos fazer o que fazem as pessoas ao nosso redor. Isso não é Cristianismo verdadeiro. Este só existe quando acontece uma mudança e nossa vida é transformada por um relacionamento com Deus. Gastamos tempo em Sua presença e permitimos que Ele nos fale e nos transforme. A 2 Coríntios 3:18 nos dá a chave: “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor”. Nossa transformação acontece por causa do viver em Sua presença, observando-O e refletindo-O, não necessariamente indo à igreja ou fazendo isso ou aquilo.
A Bíblia diz em João 8:31:32: “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.
A Bíblia é a Palavra de Deus a nós revelada. Ela é a única chave para a verdade. Leia-a. Releia-a. Permita que Deus fale com você em seu espírito humano, quando estiver lendo-a. Ela contém toda a informação de que você precisa para viver, bem como o alimento espiritual e a força, dos quais você precisa para encarar o futuro.
A Bíblia tem comprovado ser histórica e arqueologicamente exata, até mesmo ajudando os arqueólogos e historiadores em suas pesquisas. Ora, ela é confiável! Saiba que temos apenas um total de SETE manuscritos de Platão, datados de 1000 a.C. e CINCO de Aristóteles, datados de 1400 a.C. e, mesmo assim, ninguém duvida de sua autenticidade. Enquanto isso, temos 25.000 manuscritos do Novo Testamento datados do Século 4. Existem 66 livros escritos num período de 1.500 anos [Sem que nenhum dos autores tenha entrado em contradição]. Os Pergaminhos do Mar Morto não mostraram variações significativas em 1.000 anos de cópias. A Bíblia apresenta um perfeito registro profético, algo que não pode ser afirmado por qualquer outro escrito religioso, tais como os de Buda, Maomé, Joseph Smith (fundador do Mormonismo) Confúcio ou Krishna.
Porém o mais importante é a inacreditável capacidade da Bíblia de falar ao coração humano, como nenhum outro livro consegue fazer. A prova real está na leitura - não apenas com a mente, mas com o espírito e o coração entrelaçados durante a leitura. Não estou ensinando misticismo nem ocultismo. É difícil colocar isso em palavras porque é algo a ser experimentado e não apenas descrito. Deus vai falar com você através da Bíblia. Com relação a se você vai fazer ou não a coisa certa é do seu foro íntimo. O segredo é iluminar a sua vida, o que somente acontece com o conhecimento da Bíblia. João 6:63 diz: “O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida”. E a 2 Coríntios 3:6 diz: “O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica”. O motivo de tantas pessoas nada aproveitarem da Bíblia é que estão lendo a “letra morta”, não recebendo a revelação do Espírito Santo, quando a lêem. Não se pode explicar. É o caso de se experimentar. Portanto, siga em frente!
Quem quiser evitar o engodo, que leia a Bíblia e memorize-a. Leia-a e releia-a, permitindo que ela o conforte e lhe ministre vida. Ela é a sua melhor proteção. Ela é verdadeira. Quando se ensina um funcionário de Banco a reconhecer as notas falsas, eles precisam ficar tão familiarizados com as verdadeiras, a ponto de poderem reconhecer as falsas. Isso acontece também com os falsos ensinos, os quais estão sendo astuciosamente embalados e promovidos hoje em dia. Somente quando se conhece bem a Palavra, adquirindo um espírito de discernimento é que se pode reconhecer o engodo.
Para os cristãos o engodo chega em forma de falsos, mal conduzidos e poluídos ensinos. Por poluídos entenda-se que eles são construídos com um pouco da Bíblia, um pouco de narrativa histórica e política, um pouco de Psicologia e um pouco da opinião e da inclinação pessoal do “mestre”. É por isso que você precisa julgar as coisas, sozinho.
Este é o meu desafio. O que tenho a dizer não tem importância. O que importa é conhecer bem a Palavra de Deus... Não o que alguém diz que Deus lhe falou, nem interpretação alguma. Você é responsável e eu o desafio a olhar para dentro de você mesmo. Deus vai segurá-lo e você vai ser o único responsável pelos seus atos, no Dia do Julgamento. Ali você não terá como culpar o seu pastor, nem os seus mestres, nem esse ou aquele livro que você leu.
Estas são algumas das mais importantes questões a serem consideradas em sua vida:
* A Igreja tem se tornado uma testemunha melhor e mais eficiente?
* Ela está apresentando um exemplo de justiça e santidade de vida?
* Ela está vendo um reavivamento de sinais e maravilhas?
* Ou será que ela está simplesmente copiando o mundo?
* Ela está resvalando na apostasia?
* Ela está se afastando da sã doutrina e das raízes bíblicas?
* Ela está confiando em experiências extra-bíblicas?
* Será que podemos parar esse filme?
* Vamos tentar?
* O que vamos fazer?
* O que faremos quando a igreja se apartar da verdade e começar a promover falsas doutrinas?
* O que fazer quando a liderança começar a conduzir os santos pela decadente estrada rumo à apostasia?
* Quando a instituição cair, será que os santos terão capacidade de permanecer firmes, sem o seu apoio?
* Ou será que os verdadeiros cristãos escaparão dos tempos trabalhosos, através do Arrebatamento pré-tribulacional?
* Será que o estudo da profecia é meramente acadêmico ou se encaixa exatamente em nossa geração?
* Estamos desperdiçando tempo, quando estudamos a profecia?
* Por outro lado, se formos passar pela Tribulação, sabemos o que nos espera?
* Será que estamos preparados?
Este assunto pode ser preocupante, mas não devemos permitir que sejamos vencidos pelo medo. O que venha a acontecer no futuro, ele será glorioso, se permanecermos no centro da vontade de Deus. Contudo, devemos nos acautelar contra as idéias preconcebidas. Não devemos aceitar cegamente a sabedoria convencional, porém, em vez disso, cada um de nós deve examinar os fatos pela Palavra de Deus. Devemos olhar objetivamente a história da igreja e a sua condição atual. Não devemos permitir que a sabedoria convencional, tradições, ensinos, nossa cultura e a programação do mundo mau possam manter domínio sobre nossas mentes e emoções. A idéia de que os cristãos do mundo ocidental estão, de um certo modo, isentos do sofrimento, porque Deus não iria permitir que “os cristãos sofressem”, é absolutamente absurda, nem é também histórica, quando se leva em consideração o sofrimento dos cristãos ao redor do mundo, hoje em dia. Talvez seja isso o que está faltando à Igreja Ocidental. Achamos tudo tão fácil e temos nos moldado de tal maneira aos conceitos do mundo que não existe perseguição contra nós, exatamente porque somos iguais ao mundo. O Senhor nos desafia a nos separarmos do maligno sistema religioso, conforme Hebreus 13:13: “Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério”. Precisamos estar no mundo, mas não a ele pertencer.
Recebi um e-mail anunciando um dia de oração pela igreja sofredora, no domingo 16/11/1997. Ele dizia que mais pessoas estão sofrendo e morrendo pela sua fé em Jesus, agora, do que em todos os 2.000 anos somados. Além de tudo, o Senhor disse: “No mundo tereis aflições” (João 16:33), portanto não deveríamos nos surpreender quando isso nos acontece. Até agora nós, os cristãos ocidentais, temos sido poupados da dor e do sofrimento por causa de nossa fé. Os santos através das eras, e até mesmo nos dias de hoje, consideram um privilégio sofrer por amor ao Senhor, o qual deu Sua vida por eles [e por nós]. Não importa o que aconteça, deveríamos considerar isso uma glória, como o Apóstolo Paulo fez, quando foi considerado digno de sofrer pelo Senhor.
Estamos julgando os outros?
Quem estiver entendendo o engano futuro, não pode seguir cegamente os seus líderes. É preciso comparar o que eles dizem com a Bíblia. Você não está depreciando o seu caráter, mas conferindo o que eles falam em público. Os cristãos sempre ficam chocados, quando se dão “nomes aos nomes”. Eles consideram falta de amor quando um cristão discorda do outro. Alguns até admitem ser perigoso “tocar nos ungidos de Deus”. Se tivermos medo de questionar os “chamados” líderes que estão nos dirigindo pela ladeira abaixo rumo ao engodo, certamente seremos enganados.
Nosso Senhor e os apóstolos eram francos em dar “nomes aos nomes”, desagradando publicamente as pessoas de elevadas posições públicas, as que não estavam de acordo com a sã doutrina. O Dr. Jay Adams em seu volume “Grist From Adam’s Mill” (Farelos do Moinho de Adão) fala sobre o legítimo uso de Mateus 18, numa tentativa de censurar a crítica pública:
“Qualquer cristão que se coloca como mestre na Igreja de Cristo e ensina publicamente qualquer coisa, logo se expõe à crítica dos outros. (Tiago 3:1). Se eles descobrirem que o que estão ensinando é prejudicial à igreja, ficam na obrigação de esclarecê-lo tão publicamente como têm ensinado. Essa admoestação pública sobre o assunto não deveria ser considerada um “ataque pessoal”, de modo algum. Dizer que a pessoa que critica deveria ter ido antes ao criticado, na base de Mateus 8:15, não tem suporte. A passagem se refere aos erros pessoais conhecidos apenas pelos dois, os quais deveriam discutir particularmente o assunto que os separa. Uma crítica feita quando se discorda de um assunto público nada tem a ver com afrontas pessoais ou falta de reconciliação. Ela está simplesmente discordando no mesmo nível público, no qual o professor havia dado antes o ensino” (Dr. Jay Adams, Grist from Adam’s Mill, página 69). [Trocando em miúdos pela tradutora: Que fala em público tem de suportar censura pública, ou então é melhor ficar calado. Se eu fosse me preocupar com as críticas, principalmente dos irmãos que não concordam comigo, já teria morrido de tristeza! ].
Não temos obrigação de ir a toda pessoa pública e confrontá-la pessoalmente com as coisas que ela tenha dito publicamente. Paulo advertiu algumas pessoas em suas cartas, porém não há indício de que ele as tenha confrontado antes. Nosso objetivo é ilustrar o ponto e admoestar os cristãos a se precaverem contra os falsos ensinos. Não temos intenção de agredir, denunciar ou criticar injustamente qualquer pessoa ou ministério. Esforçamo-nos para dizer a verdade em amor e dar aos professores o benefício da dúvida. É a doutrina, não a pessoa que nos importa; é o ensino público, não o seu pecado pessoal que estamos denunciando. As Escrituras nos ensinam a examinar as doutrinas dos que ensinam. Então, não estamos atacando as vidas particulares dos indivíduos (eles vão responder por elas diante de Deus), mas apenas repetindo o que esses próprios ministros dizem, comparando os seus ensinos à luz da Escritura.
Somos comandados a examinar as coisas espirituais, segundo a 1 João 4:1: “Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo”. E Deus não se ofende coma nossa cuidadosa busca da verdade. Não deveríamos nos intimidar com uma cuidadosa pesquisa sobre as coisas, para ver se elas são realmente de Deus. Jesus nos ensina a não confiar em todos os que se acercam com afirmações espirituais (Mateus 24:23-26) e Paulo repete o mesmo ensino sobre os falsos apóstolos, o falso Cristo e o falso Espírito (2 Coríntios 11:3-5, 13,15). A questão se complica pelo fato de haver duas palavras na língua grega para “julgar” e uma é julgar erroneamente. (Romanos 14-13), enquanto a outra faz parte do discipulado (Filipenses 1:9). “Julgar”, quando não nos compete é “krino” no Grego, significando “julgar a pessoa como um todo”. Exemplo, dizer que “alguém não é nada bom”, enquanto somos permitidos a julgar particulares, o que corresponde a “dokimazo", julgando como “essa foi uma boa ação”, “essa pessoa tem uma fé forte” ou “essa pessoa tem uma doutrina errônea na área tal...”. Não é correto dizer que “a Bênção de Toronto não pode vir de Deus”. Quando Jesus julgou a heresia nicolaíta em Apocalipse 2:6, Ele disse: “odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio”. Então você diz: “Estou a par de tal e tal manifestação” ou “Acho errado que eles creiam nisso ou naquilo”, permanecendo num campo mais seguro.
Existem mais coisas em questão aqui do que apenas uma simples manifestação de opinião. Como você verá, ela vai ao exato âmago do assunto: Vamos seguir a verdade ou o erro? Adrian Roger, ex-Diretor da Convenção Batista do Sul, disse: “É melhor ser dividido pela verdade do que ser unido no erro. É melhor falar a verdade que fere e cura do que a falsidade que conforta e depois mata. Vou dizer-lhes uma coisa, amigos: não existe amor nem amizade, quando deixamos de declarar a maldição divina. É melhor ser odiado por dizer a verdade do que ser amado por dizer a mentira. É impossível encontrar na Bíblia alguém que tenha sido um poder de Deus e não tenha feito inimigos, nem tenha sido odiado. É melhor ficar sozinho com a verdade do que estar errado com a multidão. É melhor ter sucesso no final, com a verdade, do que ter um sucesso temporário com a mentira. Sói existe um Evangelho e Paulo disse: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema (Gálatas 1:8).
Líderes do Engodo
Como vai a liderança, assim vai a Igreja. As linhas seguintes mostram a apostasia da mais alta liderança da comunidade evangélica, retiradas da News Letter de Dave Hunt, na TBC de maio, 1988:
* O Arcebispo Desmond Tutu declara “O Espírito Santo não fica limitado à Igreja Cristã” e que o Espírito Santo brilhou através de Mahatma Ghandi.
* R. Kirby Dolsey, presidente a Universidade Mercer Batista do Sul, nega a infalibilidade da Bíblia, a validade dos evangelhos e a eficácia da reparação de Cristo, bem como a sua exclusividade como único Salvador.
* Bill Phipps, líder da Igreja Unidade do Canadá, rejeita a Divindade de Cristo, Sua Ressurreição, etc.
* A Zondervan publicou um livro “More Than a Way?” - Four Views of Salvation in a Pluralistic World .
* Repetindo Billy Graham, Leighton Ford declara: “Respeito outros caminhos para Deus…”
* Jerry Falwell condecora o Reverendo Moon, o qual acredita que Jesus deveria ajoelhar-se diante dele.
* Roberto Schüller, com o programa de TV mais popular das manhãs de domingo, diz que a maior influencia sobre a sua vida veio de Norman Vincent Peale (o qual negou a fé e promoveu o ocultismo).
*Sir John Marks Templeton promove a chegada da Religião Mundial do Anticristo, oferecendo um prêmio a quem contribuir para o seu desenvolvimento, sendo louvado pelos ganhadores do prêmio, tais como Billy Graham, Charles Colson e Bill Bright.
* Muitos líderes evangélicos assinaram o documento ecumênico -“Evangélicos e Católicos Juntos” (falaremos mais sobre isso, depois).
* Evangélicos como Colson, Packer e Bright concordaram em não evangelizar os católicos, porque “não há necessidade disso” (Falaremos mais sobre este assunto, depois).
Estes são apenas alguns exemplos, a ponta do iceberg. Se isso está acontecendo com os líderes evangélicos mais importantes, o que acontecerá com o restante dos cristãos evangélicos, os não profissionais esquentadores de bancos de igrejas, na América? Então o que a Bíblia diz a respeito da Igreja nos últimos dias?
Notem que essas declarações focalizam o que esses líderes têm dito publicamente. Elas não afirmam que eles sejam más pessoas. De fato, eles até podem ser pessoas maravilhosas! Porém se os líderes estão conduzindo os seus rebanhos pela estrada do engodo, precisamos gritar! Não podemos simplesmente varrer tudo isso para baixo do tapete, por causa de sua alta posição e de sua reputação.
O que a Bíblia tem a dizer sobre a Igreja nos dias finais
Ela diz claramente que nos dias finais haverá uma igreja apóstata ou decaída. Não é preciso ir longe para ver que a Igreja institucional já está infectada com um espírito apóstata e mundano. Isso não significa questionar a sinceridade de muitos santos amados que estão dentro dela, ou questionar os que estão servindo ao Senhor de todo o coração - pois existem muitos. Contudo, existem muitos líderes de rebanhos que vão dar contas a Deus, no Dia do Julgamento, por estarem ensinando o erro. Existem santos que voluntária e cegamente seguem os seus líderes, por serem preguiçosos demais para estudar a Palavra e conhecer realmente o Senhor. Precisamos ser cuidadosos com quem seguimos, porque somos responsáveis pelos nossos atos neste corpo e “naquele dia” iremos nos apresentar sozinhos, sem direito a censurar pessoa alguma.
Jesus nos diz em Mateus 24 que nos últimos dias o amor de muitos esfriará. Haverá uma Grande Tribulação, a qual não virá exatamente do mundo, mas de dentro, com irmãos entregando irmãos, pensando que estão agradando a Deus. As epístolas nos avisam que nos últimos dias a Igreja vai apostatar. Não estou sendo critico. Estou apenas declarando um fato embasado na Palavra de Deus. Vejamos:
“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; proibindo o casamento...” (1 Timóteo 4:1-3-a).
“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.
Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela...” (2 Timóteo 3:1-5).
“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas” (2 Timóteo 4:3-4).
“Mas, como fomos aprovados de Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não como para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações. Porque, como bem sabeis, nunca usamos de palavras lisonjeiras, nem houve um pretexto de avareza; Deus é testemunha. E não buscamos glória dos homens, nem de vós, nem de outros, ainda que podíamos, como apóstolos de Cristo, ser-vos pesados” (1 Tessalonicenses 2:4-6). “A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira” (2 Tessalonicenses 2:9).
“Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores. Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão... Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver. E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias” (Mateus 24:7-10, 21-22).
“Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça”. (2 Pedro 3:10-13).
Estas palavras não são minhas. Deus disse que isso vai acontecer e vai mesmo. Em parte nenhuma vemos um grande reavivamento nos “tempos finais”, conforme tantos predizem - mas, em vez disso, haverá apostasia. Ninguém deveria se surpreender, quando isso acontecer. De fato, deveríamos esperar e ficar de olhos abertos, a fim de reconhecer o engodo e a apostasia da Igreja.
Os crentes “se desviarão da fé”. É impossível um incrédulo se desviar de algo que ele não tem. A ameaça não virá de fora, mas de dentro. As pessoas que se autodenominam cristãs estão sendo enganadas. Que descrição da nossa geração: “Amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus”. Esta geração zomba da sã doutrina, dizendo ser ela bitolada demais, exclusiva demais; e por isso é impossível haver unidade, se ficamos divididos pela doutrina. Também é interessante que essas igrejas que prometem saúde, riqueza e bênçãos são exatamente as que mais crescem. Somente os pregadores da TV, que prometem multiplicar os seus dons, podem se dar ao luxo de custear a TV. As igrejas que estão crescendo são exatamente as que estão buscando sinais maiores e maravilhas mais espetaculares, riqueza e aceitação das massas. O “caminho da cruz” tornou-se “obsoleto”, divisor e cansativo.
Estes são apenas alguns versos sobre os tempos finais, os quais são ignorados para o nosso próprio perigo. Tudo que se precisa fazer hoje em dia é olhar para as histórias dos lideres na Christianity Today, ou andar pelas livrarias cristãs, olhando os títulos dos livros, a fim de constatar que a Igreja está com problema. Ela está com problema moral, pois o laicato e o clero estão resvalando juntos no pecado. A taxa de divórcios na igreja americana tem superado a taxa nacional. A igreja se tornou espiritualmente problemática porque a sã doutrina está sendo substituída pelo Cristianismo “experimental” e por um apelo à unidade, às expensas da verdade. Pela primeira vez na história, a linha principal dos evangélicos está buscando a liderança e a direção da Igreja Católica Romana, pois o Ecumenismo “virou moda”. Os líderes estão amenizando as diferenças e dizendo às pessoas que estas não são realmente importantes, pois somos todos cristãos. A Igreja tem se envolvido cada vez mais na política. A igreja (evangélica e católica) transformou-se em poderosa força política, a qual é conhecida como “direito religioso”. Estas não são apenas acusações contundentes e estes assuntos serão examinados detalhadamente, nos próximos capítulos.
A igreja verdadeira está sob ataque. O objetivo de Satanás é abaixar o véu e cobrir os olhos, para que não se veja o engodo. Somente os cristãos que se colocarem firmemente a favor da verdade é que poderão deter esse engodo. Os versos supracitados não podem ser ignorados, pois não são minhas palavras, mas as palavras de Deus [João 12:48].
“The Truth Will Set You Free”
Capítulo 3 do livro“Recognizing The Deception”
Dene McGriff/Mary Schultze, setembro 2006